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sábado, 13 de março de 2010

“Muda de vida” … atrás do sol


Apesar de ainda estar frio, o sol lá deu o ar de sua graça, arrancando-me a uma breve “viagem na minha terra”.
Ao som de António Variações, “Muda de vida se tu não vives satisfeito/ Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar/ Muda de vida, não deves viver contrafeito/ Muda de vida, se a vida em ti a latejar” e apetecendo-me fazer justiça às suas palavras, dei de caras com alguém que de certeza o ouviu e soube dar graças ao engenho e criatividade.



Não se tratava, porém, de uma qualquer porta de madeira.





A porta deu lugar à casa … e a casa também gira sobre rodas.
À busca da mudança, provavelmente sem estarem contrafeitos.




De Inglaterra até aqui chegaram,
Em Évora estavam , quais saltimbancos…
Lembrei-me ainda do livro e filme “Chocolate”, só que estes viajantes não vieram rio abaixo e sinal de Johnny Deep nem vê-lo…

Continuei viagem, cantarolando “Muda de vida se tu não vives satisfeito”….





quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Falta de água em Évora, água poupada em Autocaravana

Em Évora não há água, mas quem já vive a experiência , há quase uma década, de ser autocaravanista, sabe muito bem como fazer render aquele que bem pode ser um bem escasso. No caso, hoje, nem escasso é, é inexistente. Aliás, minto, nos degraus do meu quintal alguns baldes e alguidares vão recebendo as gotas e goteiras generosas da chuva. Com elas lavei a loiça, tal como na autocaravana: aquecendo-a no fogão, vazando-a numa bacia pequena e lavando sem usar a água loucamente a jorrar da torneira.
Para o autoclismo, a água da chuva que vai lá fora enchendo o balde do chão. A mesma aproveita-se para lavar mosaicos, no caso de precisarem.
O pior são mesmo os banhos, mas, mais uma vez, a casinha existe e socorreu-nos: por que não um banho rápido mas refrescante e higiénico nas casasobrerodas?

Por enquanto, 24 horas sem água fizeram-nos viajar cá dentro, nos modos de agir e na curta visita às paredes que nos transportam por tantos mares, rios, montanhas, céus, sonhos, verões, invernos, sóis, chuvas...


E o Alqueva aqui tão perto...


O pior mesmo é se a chuva acaba e a água não chega...
MAS há sempre a hipótese de, no fim-de-semana partir, porque nem tudo é uma cidade condenada à falta de água e ao excesso de alumínio...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feliz Natal


A todos os amigos , companheiros de viagens e visitantes deste blogue desejo um Feliz Natal e um ANo Novo pleno de luzes novas (relativamente ao que agora termina) , dedicando-lhes imagens natalícias deste cidade alentejana, onde o frio e as luzes se fazem sentir harmoniosamente.


Continuamos a aguardar a neve, mas parece que é uma espécie de mito sebastianista...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal de Évora





Natal de Évora

O menino está dormindo
nas palhinhas despidinho
os anjos lhe estão cantando
por amor tão pobrezinho.

O Menino está dormindo
nos braços de S. José
os anjos lhes estão cantando:
Gloria Tibi Domine.

O menino está dormindo
nos braços da Virgem pura
os anjos lhe estão cantando:
Glória a Deus lá nas alturas.

O Menino está dormindo
um sono de amor profundo
os anjos lhe estão cantando:
Viva o salvador do mundo.



Luzes de Natal



Neve em Évora...

se agora, com os frios que por aqui caem, se repetisse o nevão de 2006.

Coitadinho do Menino nas palhinhas despidinho...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

As luzes em Évora



E por que não um saltinho – para quem é cá deste cantinho à beira mar plantado – até Évora?

As luzes também brilham, as cores também cintilam, os motivos são também natalícios.

A muralha que circunda o centro histórico e as portas que se abrem antevendo o colorido das luzes, estão engalanadas à moda mourisca.

No Rossio, por engano ou lapso ou má vontade de quem na cidade “manda”, um sino gigante que não toca mas dá nas vistas.

por baixo do sino...




E como a data (apesar de mais comercial que tradicional) se destina a celebrar o Menino, nada como um refrescar pícaro através dos tradicionais “Bonecos de Santo Aleixo”, em cena de 15 a 20 de Dezembro, a celebrarem “O Auto do Nascimento do Menino Jesus”.



(foto "emprestada" pelo CENDREV)




segunda-feira, 8 de junho de 2009

Acabou o que era bom


O que é bom, depressa acaba.

Cá ficamos à espera da BIME 2011, na esperança de que as políticas deste país não se esqueçam de que a cultura também é alimento.

Desta BIME guardo as imagens:



(Anima Sonho , BRasil)






(Anima Sonho e a sua famosa Berenice)


(O Homem e o Peixe I e II)



Dragão a lançar fogo num dia de algum fresco e alguma chuva - Bélgica)



Teatr Viti Marcika, R. Checa


Mamulengo Presepada (Brasil)

Ainda este mês Évora será palco da Tradicional Feira de S. João, espaço de lazer, gastronomia de requinte alentejano, artesanato, espectáculos (música, teatro, escolas...)...

mas a minha cabeça já está nas férias...

a carrinha dos checos prova que o teatro se alia bem ao autocaravanismo... e por que não um salto até à República Checa?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ainda quer mais pretextos?


Num micro palco, com micro bonecos, MicKropodium (Hungria) é uma companhia húngara que deixa sem palavras aqueles que assistem, deleitados, a uma manipulação suave, ímpar, singular.
Mais do que tudo é a poesia dos bonecos e da simplicidade (difícil mestria do marionetista) dos seus bailados.






Ocorre-me sempre, ao ver esta companhia (Los Duendes), que os meus filhos têm crescido a ver os seus títeres doces e fantásticos e os seus “titeriteros” de voz doce e embaladora.





Los Duendes (SP)


Mesmo sem imagens, não posso deixar de escrever rasgados elogios sobre dois espectáculos maravilhosos que, mais uma vez, marcaram a minha memória de eterna apaixonada destas lides.
Um, a demonstrar que o nosso Portugal, nestas coisas de criatividade e poesia visual, não fica nada atrás de grandes nomes internacionais, bem pelo contrário… num país onde a cultura e a educação artística têm sina de ser, ad eternum , parentes pobres, mesmo assim alguns conseguem ser brilhantes. Refiro-me ao Teatro de Marionetas do Porto, ontem em Évora, na BIME, com o espectáculo “ Wonderland". .
Outro, são os imbatíveis nuestros hermanos que, nestas coisas das marionetas, revelam uma aura e talentos especiais. La Canija, companhia espanhola, munida de uma pequena marotte a dançar à sevilhana e a tirar roupa de uma máquina de lavar roupa miniatura, fez as delícias na Sala Estúdio do Garcia. Amanhã vou repetir a dose no Intensidez Biblio-Café, uma livraria-café em Évora que se tem vindo a coser lindamente a várias iniciativas culturais na nossa terra.




(E ainda a Mostra Autobiográfica de Marionetas de um outro mestre português das marionetas: Delphim Miranda)


( E o carrossel Manège Magique, instalado no Largo 1º de Maio , a fazer as delícias dos mais pequenos)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cá está o pretexto para viajar até Évora



A BIME teve início ontem, às 17.00 horas.

Os bombos fizeram-se ouvir e a festa começou, guiados pelos anfitriões, Mestre Salas e Padre Chancas.
Desde a sua nobre casa (Teatro Garcia de Resende) até aos Paços do Concelho , os dois personagens gigantões, seguidos pelos animados Gigabombos do Imaginário (mais uma associação cultural eborense a colorir a cidade)e pelos marionetistas, actores e apaixonados pelos Bonecos, foram desfilando e animando o percurso pelo centro histórico e comercial.

"Depois de muitas tormentas aqui está a festa das marionetas":



quarta-feira, 27 de maio de 2009

Que tal um bom motivo para viajar até Évora?


(Rod Burnett, Inglaterra)


Que tal um bom motivo para viajar até Évora? Aqui está ele: a Bienal Internacional de Marionetas de Évora. De 2 a 7 de Junho realiza-se a 11ª edição da festa dos bonecos. Um bom motivo para visitar Évora, cidade Património da Humanidade (e cidade solarenga ), ainda com alguns poisos para AC.
Para mais detalhes sobre o programa das festas, aqui vai o endereço:
http://www.cendrev.com/admin/content/anexos_bime/calendario.pdf
E para aguçar o apetite, nada como recordar alguns espectáculos das edições anteriores.
Los Duendes e Teatro Hugo e Inês são duas das companhias que têm acompanhado todas as primaveras da BIME, desde o seu nascimento. Este ano cá estão elas novamente, Hugo e Inês fecham o festival no domingo, dia 7. Aquela dose de humor negro, na qual lágrimas e risos fazem transbordar o copo do público presente, fazem-nos sempre repeti-la com prazer. Eu, por mim, não me canso de reviver essas sensações/ memórias.




Teatro e Marionetas de Mandrágoa (Portugal)



El Circo Malvarrosa (Espanha)

Companhia Jordi Bertran (Espanha)



TFA (Portugal)



Los Duendes (Espanha)



Teatr Viti Marcika (Rep. Checa)


Anima Sonho (Brasil)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Viajar na minha terra

Évora! Ruas ermas sob os céus

Cor de violetas roxas… Ruas frades

(…)

Évora!... O teu olhar… o teu perfil…

Tua boca sinuosa, um mês de Abril,

Florbela Espanca

O perfil de Évora é o recorte circular das suas ameias, e no topo, vigilante e altaneiras, o zimbório e as torres da Sé que, desde longe se avistam.


Experimente-se pois esta visão da estrada que liga o Redondo a Évora, imaginando que veio de Espanha e já passou por Estremoz, Borba (terra de bons vinhos e petiscos), Vila Viçosa, a princesita alentejana e terra natal da Poetisa.

Estacione fora das muralhas e, se quiser marcar já lugar na sua “quintinha”, terá vários pontos simpáticos à escolha. O Rossio de S. Brás, um terreiro imenso de terra batida muito concorrido por AC, mesmo em frente de uma das portas da cidade: a da rua da República (de meados de Maio até à 1ª semana de Julho, terá forçosamente de escolher outro poiso porque as Festas da Cidade – a centenária Feira de S. João – enche o espaço do habitual local de estacionamento).



Ermida de S. Brás (Rossio)



Rossio: modelo gigante



Rossio: modelo improvisado

Outras hipóteses são perto da Porta da Lagoa, ou ao lado da Porta de Avis. Menos silenciosas que o Rossio, mas a primeira com algum carisma, mesmo ali ao lado do Aqueduto da Água da Prata e da relva.

Aqueduto

Qualquer deles são meros parques de estacionamento, Évora, como tantas outras cidades portuguesas, ainda não acordou para a recepção de AC em zonas próprias e acolhedoras. Quanto a mim, já pensei várias vezes num parque completamente desaproveitado, onde ninguém estaciona, perto da Porta da Lagoa e mesmo ao lado da entrada por um arco cortado na muralha, em direcção ao Teatro Garcia de Resende. Se tivesse dinheiro, até criava ali uma zona simpática e colocaria lá uma casinha de recepção com atendimento personalizado… devaneios de autocaravanista e amante das línguas.




A zona AC sonhada...

Estacionada a AC, está na hora de partir à exploração. Exige-se bom calçado nos pés, porque as “ as ruas frades” se percorrem a pé e sempre com uma máquina fotográfica já que a cidade é vaidosa e esbelta. Se o propósito for histórico e detalhado, um gordo fim-de-semna não chegará para tanta História e arredores. Fechado entre muralhas, o centro histórico é um labirinto de ruas – ermas, frades… - por onde a História respira, desde o período romano, passando por todos os estilos artísticos e arquitectónicos: medieval, gótico, clássico, barroco…, enfim, todas as assinaturas, cores e odores.

Logo no Rossio, a ermida de S. Brás; subindo a Rua da República, à esquerda, a Igreja de S. Francisco (com a turística Capela dos Ossos) e à direita os Meninos da Graça.



Os Meninos da Graça

Depois a Praça do Geraldo e as suas dez ruas (conte-se o número de carantonhas da fonte, na Praça…). Pela 5 de Outubro, peregrinação até à Sé, Templo Romano, Biblioteca, Pousada e Igreja dos Lóios, Paço dos Duques de Cadaval, Universidade, Portas de Moura….



Praça do Geraldo

Sé catedral



Carantonha e o Geraldo (Brasão da cidade)


A toponímia eborense é outro passeio: Esta era mesmo a rua do Diogo.

Regressando à Praça, na Rua da Moeda, a zona judaica, mais à frente pela Rua de Avis, a mouraria, já para não falar de dezenas de capelas com as quais nos vamos cruzando, numa azáfama de História e religião. A par, sempre o branco e o ocre. E o sol, de preferência. Não exagere, evite o mês de Agosto, sempre são 40 ou mais graus…




Poderá sempre refrescar-se nas piscinas municipais, há 40 e tal anos atrás, um exemplo de espaço de ócio, hoje uma estrutura ultrapassada e insuficiente para a procura jovem e desportiva. Opte pois pela Primavera, o sol será mais ameno e igualmente azul luminoso, bom para apreciar paragens em algumas esplanadas, como na Praça do Geraldo; no mercado, comendo um gelado da Zoka, ou uns caracóis e uma imperial, ao lado de S. Francisco.

Para apreciar a boa gastronomia, espaços não faltam, uns para bolsas recheadas, outros para mais parcas: “¼ para as nove” e o seu arroz de tamboril; petiscos vários no “Molhóbico” (também com boa esplanada); os pequenos restaurantes na Rua dos Mercadores…; o café Alentejo; a Cascata ou se a preferência for estrangeira, o “Italiano”. Para apreciadores de doçaria conventual, o “Mel e Noz” ou outras pastelarias menos sofisticadas (Violeta) e gourmets (Boa Boca) que começam agora a nascer.




O templo, claro!


Fonte das Portas de Moura
e Palácio Cordovil

Aparte a História, caso tenha trazido o seu atrelado de bicicleta, tem ainda a possibilidade de pedalar ao longo da Ecopista, caso contrário poderá caminhar mais um pouco. A pista circunda Évora pelo lado Este, aproveitando a antiga linha de caminho-de-ferro até Arraiolos… passando pela Graça do Divor, paisagem a destacar, mesmo ali ao lado da barragem. Um salto a Arraiolos também é bom desvio, mesmo que não se comprem os famosos tapetes, é sempre aconselhável. Ou mesmo até Pavia, indo à pesca na barragem de Montargil, ou visitando o Fluviário de Mora..





O branco e o ocre

Enquanto enche os olhos do Passado, tem sempre o lado comercial, mesmo à mão de semear, na Praça dos Geraldo e ruas afins, basta seguir os anúncios…




Enquanto enche os olhos do Passado, tem sempre o lado comercial, mesmo à mão de semear, na Praça dos Geraldo e ruas afins, basta seguir os anúncios…

Ou então, fora das muralhas, o “novo”, como o bairro branco do prestigiado Siza Vieira (Malagueira), naquela que foi (já alguns anos…) uma assinatura diferente de nova arquitectura.





(Lago da Malagueira)


Culturalmente, apesar de já não ser o que era, Évora ainda sopra alguns ventos naturais: o Cendrev, companhia de Teatro profissional terá certamente algo em cartaz no Teatro Garcia de Resende, como por exemplo os imperdíveis Bonecos de Santo Aleixo, ou então, de 2 em 2 anos a Bienal Internacional de Marionetas. Este ano é ano sim, em Maio…

Fora das Muralhas, na zona industrial, a Companhia de Dança Contemporânea, ou então o Espaço do Tempo (companhia do coreógrafo Rui Horta) em Montemor-o-Novo.

Antes de lá chegar convém, porém, um desvio por o cromoleque dos Almendres ou a gruta do Escoural (neste caso, não sem antes telefonar a marcar, 266 857 000).

Mais para sul, aconselham-se outras paragens a caminho do Alqueva: as olarias de S. Pedro do Corval, Monsaraz, a marina da Amieira, aldeia da Luz…

E, para fechar o capítulo, há sempre a possibilidade de regressar em qualquer estação, quiçá a neve se lembre de cair e nasça daí um belo e incomum postal ilustrado …




(Neve em Évora, 2006)


Mais difícil será o mar, mas até Alcácer não é assim tão longe e logo ali está a praia do Carvalhal ou Troia, ou então, para se pisarem MESMO, praias alentejanas, basta seguir Évora-Torrão-Grândola que, até Sines e à costa alentejana ( Porto Côvo , por exemplo) , é só um saltinho.

Em AC há sempre esse salto que torna possível qualquer destino, com ou sem neve, com ou sem praia e, como as estações agora se trocam e baralham como as cartas de jogar, nada é impossível. Boa viagem!