quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Dia 9 - Londres

9º dia: Depois de termos reservado lugar noutro camping mais perto de Londres (Crystal Palace), mudámo-nos para lá.
Camping menos interessante do que o outro e ainda assim, longe do centro. Até Londres apanha-se o bus 3 e é uma hora ou mais de viagem (dependendo da hora e do trânsito). Mas tínhamos finalmente a possibilidade de ver London by night.
Hoje foi um dia consagrado a alguns museus, como o de História Natural.
E depois do lado histórico-cultural, o comércio em Oxford Street e Harrod’s (só uma espreitadela no mundo dos magnatas…).
A parte mais interessante do dia foi a ida a Hyde Park. Era suposto descansarmos no seio daquele imenso verde, mas demos de caras com uma brincadeira de negros (molhavam-se e molhavam os transeuntes com pistolas de água) que quase acabou em prisões: os polícias chegaram, os negros fizeram uma barreira e houve direito a palavras de ordem menos “polite” , a reforços com cães-polícias e identificações.
A confusão terminou em Speaker’s Corner, onde não pudemos ver o habitual orador pregando em praça pública.
Regressámos a Oxford Street. Depois Regent Street, Oxford Circus…

Dias 6 a 8

6º dia:
Partida para Londres. O parque de campismo que seria, eventualmente, mais perto do centro estava cheio. Dali, tivemos de fazer mais uns quilómetros, novamente para sul, até Red Hill, camping Alderstead Heath’s

Todos os campings em Inglaterra fazem parte do Caravaning Club. Paga-se uma parcela (“pitch”) que inclui, no caso, a AC, as pessoas e luz. No entanto se não se for sócio do Club inglês, paga-se o dobro da quantia mencionada no “pitch”.
Esta informação tinha-nos passado despercebida quando consultámos os sites.
Fica, portanto, muito caro. Com a desvantagem deste parque ficar a 3 Km da povoação onde se apanhava o comboio para Londres. Até a essa povoação temos de ir num mini-bus (partida: às 9.00, chegada: 20.00).
Perante tais horários, não pudemos ir à capital, pelo que aproveitámos o parque (que era lindíssimo), o descanso e lavámos roupa.
Jogo de xadrez gigante e até uma mãe e filhas raposas:



7º dia: finalmente Londres, depois de muita espera no parque para conseguir lugar no autocarro. Eram muitas turistas e poucos lugares, tiveram de fazer três viagens. Só chegámos a Londres às 10.30.
Londres é um mundo. As imagens falam por si…
(1ª visão depois de sairmos do metro: Tower Bridge)
(casa da Rainha na Torre de Londres)
8º dia: Arrefeceu durante a noite, incrível: menos 10º do que ontem. Voltámos a Londres, claro, desta vez mais cedo. Primeiro ponto: Big Ben. Depois os arredores: Houses of Parliament, Westminter Abbey.
Às 11.00 o render da guarda na casa deles:

Às 11.30 era o render da guarda em Buckingham Palace e os turistas invadiam o local. A polícia cercava o local, mandando-nos andar - “keep walking”-, gritavam para não pararmos em frente aos portões reais.

Não vimos a rainha, mas vislumbrámos o Prince Charles e sua amada Camila a saírem de St. James Palace, de carro.
Os pés já latejavam, o descanso foi bem merecido em Trafalguar Square junto aos leões, devorando fish&chips e comida rápida de supermercado (cadeia Tesco – às vezes há promoções matinais que se engolem). Tempo para uma espreitadela rápida pelas salas impressionistas e Vermeer na National Gallery.
Outros locais visitados:

(Picadilly e a sua animação diária: um “fakir” em andas-escadas, ou seriam escadas-andas??!!!)

(China Town, of course!)

(Waterloo Station, para reviver The Bourne Ultimatum)

Dias 1 a 5

Verão 2008: Inglaterra e Bretanha
De 22 de Julho a 16 de Agosto
Total Dias: 25


1º dia: como já vem sendo hábito, fizemos quase uma directa até à fronteira francesa, para depois estacionarmos e dormirmos descansados em Bidart (N43.43780o W001. 58730o ). Às 20.30h já lá estávamos e, como sempre, o parque de estacionamento estava cheio, até porque havia um espectáculo de pelota basca no recinto de festas. Pode-se sempre jogar uma partidinha de mini-golf, mas chegámos lá depois das 23.00 e já não deixavam entrar.
2º dia: Estrada, estrada, estrada… desde as 11.00, para pararmos por volta das 18.30 em Chinon. Ville fleurie, como lhe apelidam os franceses no roteiro Michelin (já não muito recente). É uma vila pacata, à beira-rio, com um castelo medieval.
(Vista do soberba do elevador: os telhados de ardósia).
Dois parques de estacionamento onde havia auto-caravanas (AC): um perto do castelo, o outro na Place Joanne d’Arcê. Estacionámos no primeiro e pernoitámos no segundo, já que era à beira-rio e a paisagem era mais serena.
Overnight: Place Joanne d’Arc (W.C., water, eau)
(No centro da vila algumas casas revestidas a madeira, já a evocar Inglaterra).
Ao que parece, foi em Chinon que Joanne d’Arc convenceu o delfim Carlos a deixá-la comandar um exército contra os ingleses, que então ocupavam a França.
3º dia: Afinal acordámos dentro do mercado de Chinon: mercado de roupa, sabonetes, cebolas, flores, sapatos… de tudo (felizmente a ASAE ainda não chegou a França…).
Viagem longa até à fronteira (Calais). No cais de embarque há um longo parque de estacionamento (estava cheio de AC). Comprámos bilhete para o dia seguinte e decidimos descansar. (O preço do bilhete oscila dependendo da hora e, atenção, as diferenças são bem grandes).
4º dia: Optando pela partida às 6:15 poupámos mais de 30€ (AC, 2 adultos, um jovem de 15 e uma criança de 9, pagámos 79€).
Acabou por ser divertido acordar cedo e logo cedo sermos revistados por dois polícias ingleses que queriam ver “the other two”. Esses dois estavam ainda em pijama, olhando estremunhados a “cena” bizarra que quase os acordava. O cruzeiro na P&O revelou-se inédito: era a nossa 1ª vez e tudo nos parecia outro mundo, incluindo os teenagers ingleses que falavam inglês numa velocidade de 33 rotações...
(Foto com o telemóvel, porque com a excitação até nos esquecemos da máquina na AC.
Ao fundo Inglaterra!!! Um monte branco de pedras, visão inesquecível!!!)
Pé na estrada (atenção! Do lado esquerdo!!!) até Canterbury, o um dos poucos locais ingleses onde há um parque de estacionamento que recebe AC. É um Play&Display: paga-se 2,50£, estaciona-se e vai-se até ao centro da vila num bus.
Nós fomos de bicicleta, mas o percurso de regresso não era propriamente como na Holanda…
Canterbury ( dos Canterbury Tales) é uma cidade simpática, antiga, de estilo medieval e vitoriano. Como tudo em Inglaterra, é preciso ter dinheiro para ver. A Catedral é um desses locais e, para início de festas, limitámo-nos a ver de fora e a espreitar.
(Catedral)
A cidade é ainda atravessada por um rio e, à semelhança de Veneza, tudo é pretexto para um passeio de barco.

Entre algumas indecisões, acabámos por decidir ir ainda para sul. O alvo era Brighton, mas o caminho foi mais longe do que tínhamos previsto, sobretudo porque as estradas mais rurais levam tempo…
Em Brighton seguimos as indicações dos sites consultados: (http://www.ukmotorhomes.net/ukaires.shtml e http://rutgerbooy.nl/Wildcamping_page_1.htm), mas sem coordenadas foi difícil encontrar o sítio onde eventualmente estariam AC. Brighton é uma cidade balnear, repleta de grandes mansões e hotéis, largas marginais pouco amigas de AC.
O sítio era uma ínfima rua mesmo em cima da praia Brighton&Hove, frente ao parking Alfred, interdito a Ac devido a uma barra de altura.
Na rua estavam 2 ou 3 carrinhas e disseram-nos que era seguro; a polícia passou e nada disse. OK.
A praia, de cascalho, as longas filas de barracas coloridas, os pic-nics na praia ao luar com barbecues portáteis… tudo respirava um outro ar, como se estivéssemos de repente em Reviver o Passado em Brideshead, ou seria A Mulher do Tenente Francês?

(ao longo da praia)

Brighton começou a fazer parte dos roteiros balneares a partir do momento em que um médico do séc. XVIII se lembrou de aconselhar água do mar para uma série de maleitas. Com a construção de casas estilo regência ou jorgiano, aquilo que era uma simples aldeia piscatória, tornou-se o espaço da elite e o local balnear da moda.
5º dia: Partimos do lado oeste e fomos estacionar do lado este, ao lado das mansões (com ticket, claro!). A cidade é de facto fantástica.
Pontos de visita obrigatórios: o Brighton Pier (local de diversão, com máquinas de moedas – até as crianças jogavam - carrosséis, cartomantes, chaisses-longues de aluguer para apanhar sol...










a oriental mandada construir pelo príncipe regente (futuro rei George IV), que funcionava como sede da sua intensa vida social.
Agora, as pessoas (de todos os cantos do mundo; de todas as idades; de todos os géneros) deitam-se na relva, sentam-se nas cadeiras de lona às riscas, conversam, fazem um pic-nic ligeiro (como nós que almoçámos fatias de pizza). E apetece sempre ficar mais um pouco…


Umas ruas mais acima, o ambiente é outro: feiras da ladra em ruas estreitas e coloridas, lojas de artesanato completamente diferentes do usual, gente jovem, um novo mundo...
The Lanes é a continuação de lojas interessantes (mas mais caras) e de um colorido alegre e contagiante.
À tarde procurámos estacionar em Madeira Drive (uma espécie de passeio marítimo), mas havia poucos lugares e uma caça à multa voraz. Percorremos um pouco da costa (muito difícil estacionar) e decidimo-nos por Lewes, uma pequena cidade, simpática e acolhedora. Fizemos um belo passeio à beira-rio, a pé.
Noite segura e silenciosa, sozinhos num parking, nas traseiras da igreja.


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Lago do Alqueva em meados de Setembro


12, 13 e 14 de Setembro

Impressionante. É de facto o maior lago artificial da Europa, de tal modo que aquilo que era agreste, dourado e seco, é simplesmente azul.
Começámos por Monsaraz.
A vista das muralhas para o horizonte é essa: um vasto manto azul. Eram as festas da vila (touros, garraiada pela rua principal, música). Enfim, uma má noite para dormir naquilo que seria idílico noutra ocasião mais silenciosa.
Monsaraz tem estacionamento para caravanas e pode-se pernoitar sem problemas. (Overnight: quiet, tranquille). Água num dos parques de estacionamento (um bebedouro). (Water, eau).
Marinas e cais é o que não falta… A caminho para a Marina da Amieira, ainda é possível “acampar” no Cais de Monsaraz.

O nosso destino era a Marina da Amieira para assistirmos à “II Prova de Águas Abertas de Alqueva”, no domingo de manhã. Mas decidimos aproveitar o sítio desde a véspera. Como é novidade, havia muita gente, mas o espaço não deixa de ser fabuloso: muita água para contemplar, pescar, tomar banho (a temperatura estava agradável) e sempre a hipótese de um passeio pelo Alqueva num dos passeios (cruzeiros!) de barco do local (reserva no próprio dia). Também há a hipótese (a avaliar pelos preços, só para alguns) de alugar um iate e passar lá o fim-de-semana, com cama e “roupa lavada”.
Com o cair da tarde começou a instalar-se o silêncio e, durante a noite, completamente sozinhos, dormimos acompanhados de um silêncio ensurdecedor.
Overnight in Marina da Amieira: absolutely fantastic! Très agreable! Comple
tly silent! Silence absolute!
No domingo, as ditas provas: a equipa que apoiávamos (Aminata) não ganhou muitas medalhas, mas portou-se bem. O mais espectacular foi ver as águas cheias de toucas deslizantes de várias cores, quais pequenas bolinhas coloridas a enfeitar as águas.










Fim-de-semana alentejano

(3,4, e 5 de Outubro/2008)
Noite outonal mas quase estival em Serpa. Para alegrar o estômago (porque a hora já era tardia) um belo dum jantar no "Molhóbico", restaurante bem alentejano na decoração e cardápio. Só para aguçar o apetite: pataniscas com arroz de feijão, carrilhada (burras, mais conhecidas pelas bochechas
do porco), e leitão assado no forno.
A vila by night impregna-se de silêncio e cores, projectando mistérios ao longo das sombras cilíndricas do aqueduto.
Pernoita no mais profundo dos silêncios na
praceta ao lado do Parque de Campismo e da Piscina Municipal (exterior).

De dia, a um sábado de manhã, a população reparte-se pelas ruas do centro e pelas grandes superfícies. Juntámo-nos a eles no Intermarché, porque era preciso fazer o “avio”. Trata-se de uma vila, mas o ambiente respirado não é muito diferente de uma pequena cidade provinciana como Évora. N
alguns aspectos até parecia tudo mais lavado e renovado: uns metros atrás uma boa piscina exterior e uns mais à frente uma piscina interior… nem Évora, em proporção, conhece tantas infra-estruturas. Até o Cine Teatro exibia filmes de qualidade; nos tempos mais próximos Évora deixará de ter uma sala de cinema…
Céu azul e a brancura das paredes… ecos mouriscos nas paredes, chaminés, calçadas…E ainda oliveiras centenárias.
Mina de São Domingos
O sítio é um pouco arrepiante, imaginar que entre 1858 a 1966 - sob exploração de uns quaisquer ingleses (ressalva: uns quaisquer não, a Companhia Manson & Barry com direito a uma brutal mansão – hoje Estalagem Mina São Domingos, de 5 estrelas!) - o sítio era palco para a elite da mansão (e ainda com court de ténis e coreto), viver ao lado e respirar o mesmo ar poluído e doente dos mineiros. Para completar a antítese, estes habitavam as fileiras de casa siamesas, quadradinhos minúsculos, ainda hoje vivos e agora (alguns) renovados como “A Casa dos Avós”, com caixilhos e portas de alumínio verde.
Para completar o cenário degradante, lá estão os restos do enxofre a poluir as águas.

Felizmente uma lufada de ar fresco anima o sítio: a praia fluvial, na Tapada Grande. Um local idílico para repousar, nadar, remar, pescar, contemplar, ler e, claro, acampar com a casa às costas. No parque de e
stacionamento AC de: França, GB, CH, ND e Portugal, no total sete. O local já é conhecido (em Porto Côvo um casal de franceses tinha-o na sua lista de visitas a Portugal, por sua vez já recomendado por outros amigos).
Defeito: as canoas e gaivotas não estavam disponíveis para aluguer (pelos vistos só no Verão e nem todos os dias).
Água (water, eau), sem despejos (no grey waters, pas de vidange).
Clima: 26º/27º