quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Dia 21- Pont-Aven, Carnac

21º dia: Visita a Pont-Aven, ponto de passagem obrigatório, já que está associada a pintura, e a nomes como Paul Gauguin, que fez dela um dos seus pontos de criação artística.
As galerias de arte existem porta sim, porta não. As referências a Gauguin também são muitas.
Fora isso percebe-se por que ele a escolheu, o rio é um espelho de água pronto a ser retratado, as ruelas também.

Almoço, ao lado de menires, já a caminho de Carnac. Os menires estavam ali mesmo ao lado, nem vedados, nem murados. Estavam ali ao alcance da mão.

(estrada ladeada de menires)
O interesse de Carnac (localidade pequena, com uma Aire de Service repleta de AC) reside nos seus “aligmentts” de menires. Perto da povoação, fomos até lá de bicicletas. Mais de 4 Km recheados de menires alinhados como ruas, pelos campos. Um total de mais de 400! Soberbo!


Dias 19 e 20 - Quimper, Concarneau

19º dia: Dificuldades em estacionar em Quimper. Mais uma pequena cidade bem preservada, rústica e cheia de vida, apesar de misturar o antigo e o novo de um modo menos agradável do que Dinan. A catedral é imponente.
(Quimper)
Depois de uma forte chuvada, decidimo-nos por Concarneau, cidade à beira-mar, situada numa ilha. Um dos maiores portos de pesca da Europa e um dos maiores centros turísticos da Bretanha, mas isso só percebemos no dia seguinte. Ao fim da tarde, seguimos as setas dos locais (Aire de service) para AC: um quase no centro da vila, completamente esgotado; o outro da outra margem (na baía, a 200m da praia), com “borne “devidamente equipada (euro-relais). O passeio ao longo da baía, por uma estradinha frente ao mar, a ladear belas mansões com vista privada para o mar, é uma alegre peregrinação. O passeio termina no largo onde se apanha um pequeno ferry para o centro da “ville Close”, designação para a vila amuralhada de Concarneau, situada dentro da cidade.

(Baía de Concarneau)
20º dia: Mudámo-nos de manhã para a outra área de serviço: Aire La Gare, ao lado da Gare de Comboios, mas sem barulho.
É realmente um forte porto comercial. Antigamente, as conservas (sardinhas, por exemplo) eram uma das suas riquezas. Ainda lá estão as latas, verdadeiras obras de arte, à venda em tudo quanto é loja de souvenirs. Na ville close as lojas repetem-se.
(La ville close fica dentro destas muralhas).
Uma outra atracção são as ostras!!! Verdadeiro néctar dos deuses!...
Passeio de bicicleta com paragem na Plage des Sabes Blancs (falta-lhes o nosso calor, claro!).

Dia 18 -Dinan

18º dia: Já conhecíamos, mas decidimos ir rever aquela que sabíamos ser uma pérola: Dinan (já na Bretanha). N48.45497 o W002.03904 o
Dinan é uma cidade medieval, cercada por muralhas e protegida por uma imponente fortaleza, pela qual se pode caminhar. Um local fantástico para andar, com ruelas simpáticas, rústicas, e casas de madeira às cores, tremendamente fotogénicas. E flores às varandas! O Obélix e o Astérix ali perto (na imaginação dos mais novos), sim, porque ali é a Gália antiga!
O artesanato é rico (e caro) – Rue do Juzcal ( a mais inclinada) com muitos artesãos ao vivo e galerias de arte.

(Dinan, Rue do Juzcal)
Apesar da beleza da cidade, o parque para AC fica debaixo do viaduto e não é muito atraente. Optámos por percorrer mais uns kms (poucos) e parámos numa pequena povoação (Caulnes). Na estrada vê-se o sinal a indicar parque para AC – um sítio sossegado, com relva, mesas de pic-nic, W.C. (pouco limpa, not clean) e água de uma fonte (fontain with proper water). Ao nosso lado, uns vizinhos ingleses (de Kent) já reformados que vinham do interior da Bretanha. Já conheciam Portugal e ficaram admirados de ver portugueses viajantes “com a casa às costas”. De facto, até agora não encontrámos nem uma única AC portuguesa.

Dias 15 a 17 - França



15º dia: dia longo de viagem. A meio da tarde decidimos parar num parque de campismo no meio de nenhures: Le Val d’Authie, Somme. Bom final de tarde numa piscina interior tépida, com o sol a espreitar de vez em quando. (http://pt.vacances.com/camping).
16º dia: Partida para Mont-St. Michel, em plena fronteira entre Normandia e Bretanha. A sua aparição é fantástica e a imagem muda de cores, como se as estações passassem sucessivamente numa fracção de segundos.

Pernoita e estacionamento (24 horas): 8€ . Dezenas de AC.
A maré encheu às 22:30. O passeio nocturno é bem mais deslumbrante do que dia.
17º dia: A vila é uma peregrinação constante, rua acima, rua abaixo. O cenário parece irreal, o mosteiro e o ambiente envolvente lembram O Nome da Rosa. No interior do mosteiro, na igreja, oito frades e quatro freiras entoavam cânticos sublimes. No claustro há que fazer um esforço para nos abstrairmos dos cliques das máquinas fotográficas, da mistura de línguas… fora isso poder-se-ia imaginar paz e beatitude. Nos corredores, salas, o ar é húmido e bafiento.

À tarde, o cenário cinematográfico foi perturbado por fortes chuvadas, trovões e vento forte. Uma tempestade percorria o norte de França. Mesmo assim, a paisagem é soberba e poder estar ali, cosido a ela, a olhá-la de frente, como que na linha de frente, é um privilégio que só as AC conhecem. (Infelizmente em Portugal seria impossível, quanto mais na linha da frente…)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Dia 14




14º dia: Acho que o “Outono” (para além do preço da libra) nos afugentou e começámos a descer, rumo a Dover.
O centro não é propriamente bonito, o ponto mais atractivo acaba por ser a marginal, a um passo da praia de cascalho e com vista para o porto. Ao longe (mas sem se avistar), França.
Às 15.00 horas o bilhete para Calais custava à volta de 155 £, para as 2:45 da manhã ficou em 54,50£.
Depois das 17 horas a cidade transforma-se em cidade fantasma, nada pois como descansar porque a partida seria madrugadora (ou seria antes noctívaga?).
Estacionamento (e pernoita sem problemas) ao longo da Marina Parade onde se juntaram muitas AC. Muitas para partirem ao longo da noite, outras de manhã, outras porque teriam chegado de França.
Às 1.30 p.m. lá fomos para o check-in.
Chegados ao outro lado (Calais) é só estacionar (e dormir o sono perdido e as horas trocadas), ao lado de dezenas de AC.

dia 13

13º dia:




(o 1º fólio das Obras Completas , de William Shakespeare)
Já acordados, tínhamos de confirmar se tudo não tinha passado de uma viagem – em sonhos – ao passado.Mas lá estavam as paredes ornadas de tiras de madeira, os telhados de colmo, os nomes a remeter para o “The Bard” e as suas peças e o seu teatro e até os seus rivais.
E então comprámos o bilhete completo e visitámos tudo: a sua casa de nascimento, a da sua morte, a da filha, a de Anne Hathway , a quinta da mãe (Mary Arden)…





É claro que as mais interessantes são a do seu nascimento e a de Anne. Não fora a chuva e a quinta teria sido mais cativante já que possuía pequenos compartimentos onde a História ganhava vida: ensinava-se a fazer queijos, velas, sapatos, e havia animais de quinta. De todos, conseguimos ter a nossa lição privada com falcões, o Hamlet!








Às 17horas (como em qualquer vila inglesa, suspeito) as lojas fecham e resta-nos percorrer as ruas quase desertas. Mas fora do centro há outros encantos: o rio repleto de cisnes, numa das margens o teatro (The Swan, infelizmente em obras).





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Na outra margem, perto da ponte, música ao vivo e logo os pares se aconchegam dançando ao ar fresco e húmido. Seria Outono?


Dias 11 e 12


11º dia: Trânsito caótico em Londres. Um inferno ao longo do percurso no number 7.
Portobello Road Market é um mundo dentro do mundo que é Londres. Lojas de bijuteria, antiguidades, artesanato, roupa em 2ª mão e a fashion contemporâena, legumes, fruta… e as cores garridas, a atmosfera descontraída… só faltava esbarrar num Hugh Grant a sair de um alfarrabista e ouvi-lo dizer, no seu cristalino sotaque inglês, “I’m sorry…”
Depois de um Museu da Ciência pouco cativante, nada como percorrer as ruas, ver de perto a respiração londrina, a azáfama de uma grande cidade…
E tentar comprar os souvenirs da praxe… para fechar o ciclo londrino.
12º dia: Novo dia, nova volta. Mais para norte: Oxford. Circular Londres é moroso e difícil: por incrível que pareça as auto-estradas são povoadas de rotundas.
Em Oxford foi difícil estacionar: barras contra as AC e estacionamento para residentes. Um polícia indicou-nos um Park&Ride ao lado do Ice Rike (Oxford – N51.74858 o W001. 26587 o )
Era domingo, os “College” estavam quase todos fechados, para celebrar casamentos…
(como este…)
O das filmagens de Harry Potter também (Church College), espreitámos porque o guarda, de amplo sorriso dourado devido a alguns dentes de ouro, nos deixou “to have a brief look”.
(o quad de Church College, um dos colégios maiores da cidade)
A cidade pululava, mas certamente que respirar o seu ambiente estudantil deve ter outras épocas mais aconselháveis do que Agosto… Para nós foi uma leve incursão.
Por isso, decidimo-nos por Stratford-upon-Avon, um pouco mais a norte.
Riverside Coach& Car (6,70£, 24 horas), onde estavam mais duas AC.
A vila, segundo o guia “À Descoberta de Grã-Bretanha”, pode ser uma desilusão, mas tal opinião não foi por nenhum de nós partilhada. Nem de dia, nem de noite. Após Londres e por todos os contrastes, é um destino sempre a eleger. Acho que nos deixámos contaminar pelo espírito shakesperiano…
De noite e de dia.