quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Dias 15 a 17 - França



15º dia: dia longo de viagem. A meio da tarde decidimos parar num parque de campismo no meio de nenhures: Le Val d’Authie, Somme. Bom final de tarde numa piscina interior tépida, com o sol a espreitar de vez em quando. (http://pt.vacances.com/camping).
16º dia: Partida para Mont-St. Michel, em plena fronteira entre Normandia e Bretanha. A sua aparição é fantástica e a imagem muda de cores, como se as estações passassem sucessivamente numa fracção de segundos.

Pernoita e estacionamento (24 horas): 8€ . Dezenas de AC.
A maré encheu às 22:30. O passeio nocturno é bem mais deslumbrante do que dia.
17º dia: A vila é uma peregrinação constante, rua acima, rua abaixo. O cenário parece irreal, o mosteiro e o ambiente envolvente lembram O Nome da Rosa. No interior do mosteiro, na igreja, oito frades e quatro freiras entoavam cânticos sublimes. No claustro há que fazer um esforço para nos abstrairmos dos cliques das máquinas fotográficas, da mistura de línguas… fora isso poder-se-ia imaginar paz e beatitude. Nos corredores, salas, o ar é húmido e bafiento.

À tarde, o cenário cinematográfico foi perturbado por fortes chuvadas, trovões e vento forte. Uma tempestade percorria o norte de França. Mesmo assim, a paisagem é soberba e poder estar ali, cosido a ela, a olhá-la de frente, como que na linha de frente, é um privilégio que só as AC conhecem. (Infelizmente em Portugal seria impossível, quanto mais na linha da frente…)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Dia 14




14º dia: Acho que o “Outono” (para além do preço da libra) nos afugentou e começámos a descer, rumo a Dover.
O centro não é propriamente bonito, o ponto mais atractivo acaba por ser a marginal, a um passo da praia de cascalho e com vista para o porto. Ao longe (mas sem se avistar), França.
Às 15.00 horas o bilhete para Calais custava à volta de 155 £, para as 2:45 da manhã ficou em 54,50£.
Depois das 17 horas a cidade transforma-se em cidade fantasma, nada pois como descansar porque a partida seria madrugadora (ou seria antes noctívaga?).
Estacionamento (e pernoita sem problemas) ao longo da Marina Parade onde se juntaram muitas AC. Muitas para partirem ao longo da noite, outras de manhã, outras porque teriam chegado de França.
Às 1.30 p.m. lá fomos para o check-in.
Chegados ao outro lado (Calais) é só estacionar (e dormir o sono perdido e as horas trocadas), ao lado de dezenas de AC.

dia 13

13º dia:




(o 1º fólio das Obras Completas , de William Shakespeare)
Já acordados, tínhamos de confirmar se tudo não tinha passado de uma viagem – em sonhos – ao passado.Mas lá estavam as paredes ornadas de tiras de madeira, os telhados de colmo, os nomes a remeter para o “The Bard” e as suas peças e o seu teatro e até os seus rivais.
E então comprámos o bilhete completo e visitámos tudo: a sua casa de nascimento, a da sua morte, a da filha, a de Anne Hathway , a quinta da mãe (Mary Arden)…





É claro que as mais interessantes são a do seu nascimento e a de Anne. Não fora a chuva e a quinta teria sido mais cativante já que possuía pequenos compartimentos onde a História ganhava vida: ensinava-se a fazer queijos, velas, sapatos, e havia animais de quinta. De todos, conseguimos ter a nossa lição privada com falcões, o Hamlet!








Às 17horas (como em qualquer vila inglesa, suspeito) as lojas fecham e resta-nos percorrer as ruas quase desertas. Mas fora do centro há outros encantos: o rio repleto de cisnes, numa das margens o teatro (The Swan, infelizmente em obras).





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Na outra margem, perto da ponte, música ao vivo e logo os pares se aconchegam dançando ao ar fresco e húmido. Seria Outono?


Dias 11 e 12


11º dia: Trânsito caótico em Londres. Um inferno ao longo do percurso no number 7.
Portobello Road Market é um mundo dentro do mundo que é Londres. Lojas de bijuteria, antiguidades, artesanato, roupa em 2ª mão e a fashion contemporâena, legumes, fruta… e as cores garridas, a atmosfera descontraída… só faltava esbarrar num Hugh Grant a sair de um alfarrabista e ouvi-lo dizer, no seu cristalino sotaque inglês, “I’m sorry…”
Depois de um Museu da Ciência pouco cativante, nada como percorrer as ruas, ver de perto a respiração londrina, a azáfama de uma grande cidade…
E tentar comprar os souvenirs da praxe… para fechar o ciclo londrino.
12º dia: Novo dia, nova volta. Mais para norte: Oxford. Circular Londres é moroso e difícil: por incrível que pareça as auto-estradas são povoadas de rotundas.
Em Oxford foi difícil estacionar: barras contra as AC e estacionamento para residentes. Um polícia indicou-nos um Park&Ride ao lado do Ice Rike (Oxford – N51.74858 o W001. 26587 o )
Era domingo, os “College” estavam quase todos fechados, para celebrar casamentos…
(como este…)
O das filmagens de Harry Potter também (Church College), espreitámos porque o guarda, de amplo sorriso dourado devido a alguns dentes de ouro, nos deixou “to have a brief look”.
(o quad de Church College, um dos colégios maiores da cidade)
A cidade pululava, mas certamente que respirar o seu ambiente estudantil deve ter outras épocas mais aconselháveis do que Agosto… Para nós foi uma leve incursão.
Por isso, decidimo-nos por Stratford-upon-Avon, um pouco mais a norte.
Riverside Coach& Car (6,70£, 24 horas), onde estavam mais duas AC.
A vila, segundo o guia “À Descoberta de Grã-Bretanha”, pode ser uma desilusão, mas tal opinião não foi por nenhum de nós partilhada. Nem de dia, nem de noite. Após Londres e por todos os contrastes, é um destino sempre a eleger. Acho que nos deixámos contaminar pelo espírito shakesperiano…
De noite e de dia.

Dia 10 - Londres

10º dia: Mais museus


Evidentemente que Pablo Picasso não estava em Londres, tudo não passa da ilusão ceráfica do Madame Tussaud’s onde fui com as crianças, apesar dos preços astronómicos (25£ adulto, 21£ crianças). Tal como imaginava, a experiência é vulgar e um pouco deprimente, mas “se não fossemos nunca saberíamos” e acabámos por nos distrair fazendo como os “romanos”: tirando fotos e rindo alto, como se fosse uma surpresa alegre estar ali a conviver com estrelas.Descanso merecido no Regent’s Park, um jardim muito mais fabuloso do que Hyde Park. Os esquilos fizeram-nos companhia ao almoço.
Ponto alto do dia para quem, como nós, é fã incondicional do enigmático Sherlock Holmes: visita ao seu Museu, em 221 A Baker Street. Certamente que um dos poucos museus por essa Europa fora onde se pode andar sem vigilantes e mexer nos adereços. Chapéus de época, cachimbos, livros, o violino do detective, em tudo se pode tocar e usar.
Não saber onde acaba a ilusão ou começa a realidade é a sensação que nos domina, como se fosse uma cócega simpática ou um afago… é reconfortante.

(Os funcionários trajados à época)
Em Regent’s Garden (a uns metros do Museu), para repousar e sentir o perfume de outras eras…


Dia 9 - Londres

9º dia: Depois de termos reservado lugar noutro camping mais perto de Londres (Crystal Palace), mudámo-nos para lá.
Camping menos interessante do que o outro e ainda assim, longe do centro. Até Londres apanha-se o bus 3 e é uma hora ou mais de viagem (dependendo da hora e do trânsito). Mas tínhamos finalmente a possibilidade de ver London by night.
Hoje foi um dia consagrado a alguns museus, como o de História Natural.
E depois do lado histórico-cultural, o comércio em Oxford Street e Harrod’s (só uma espreitadela no mundo dos magnatas…).
A parte mais interessante do dia foi a ida a Hyde Park. Era suposto descansarmos no seio daquele imenso verde, mas demos de caras com uma brincadeira de negros (molhavam-se e molhavam os transeuntes com pistolas de água) que quase acabou em prisões: os polícias chegaram, os negros fizeram uma barreira e houve direito a palavras de ordem menos “polite” , a reforços com cães-polícias e identificações.
A confusão terminou em Speaker’s Corner, onde não pudemos ver o habitual orador pregando em praça pública.
Regressámos a Oxford Street. Depois Regent Street, Oxford Circus…

Dias 6 a 8

6º dia:
Partida para Londres. O parque de campismo que seria, eventualmente, mais perto do centro estava cheio. Dali, tivemos de fazer mais uns quilómetros, novamente para sul, até Red Hill, camping Alderstead Heath’s

Todos os campings em Inglaterra fazem parte do Caravaning Club. Paga-se uma parcela (“pitch”) que inclui, no caso, a AC, as pessoas e luz. No entanto se não se for sócio do Club inglês, paga-se o dobro da quantia mencionada no “pitch”.
Esta informação tinha-nos passado despercebida quando consultámos os sites.
Fica, portanto, muito caro. Com a desvantagem deste parque ficar a 3 Km da povoação onde se apanhava o comboio para Londres. Até a essa povoação temos de ir num mini-bus (partida: às 9.00, chegada: 20.00).
Perante tais horários, não pudemos ir à capital, pelo que aproveitámos o parque (que era lindíssimo), o descanso e lavámos roupa.
Jogo de xadrez gigante e até uma mãe e filhas raposas:



7º dia: finalmente Londres, depois de muita espera no parque para conseguir lugar no autocarro. Eram muitas turistas e poucos lugares, tiveram de fazer três viagens. Só chegámos a Londres às 10.30.
Londres é um mundo. As imagens falam por si…
(1ª visão depois de sairmos do metro: Tower Bridge)
(casa da Rainha na Torre de Londres)
8º dia: Arrefeceu durante a noite, incrível: menos 10º do que ontem. Voltámos a Londres, claro, desta vez mais cedo. Primeiro ponto: Big Ben. Depois os arredores: Houses of Parliament, Westminter Abbey.
Às 11.00 o render da guarda na casa deles:

Às 11.30 era o render da guarda em Buckingham Palace e os turistas invadiam o local. A polícia cercava o local, mandando-nos andar - “keep walking”-, gritavam para não pararmos em frente aos portões reais.

Não vimos a rainha, mas vislumbrámos o Prince Charles e sua amada Camila a saírem de St. James Palace, de carro.
Os pés já latejavam, o descanso foi bem merecido em Trafalguar Square junto aos leões, devorando fish&chips e comida rápida de supermercado (cadeia Tesco – às vezes há promoções matinais que se engolem). Tempo para uma espreitadela rápida pelas salas impressionistas e Vermeer na National Gallery.
Outros locais visitados:

(Picadilly e a sua animação diária: um “fakir” em andas-escadas, ou seriam escadas-andas??!!!)

(China Town, of course!)

(Waterloo Station, para reviver The Bourne Ultimatum)