quinta-feira, 13 de novembro de 2008


Uma boa ideia para os autarcas de Porto Côvo pensarem...

dias 24 e 25 - Portugal!!!


Vamos lá a recordar as boas terras de Portugal, para matar saudades. Na Beira Baixa, por que não? Medelim, a “aldeia dos balcões”, com Monsanto ao longe.
(Pernoita no parque ao lado da estrada Medelim-Monsanto com o som dos grilos e dos raros automóveis).

Dias 22 a 24- Vannes,Bidart; Salamanca

22º dia: Adeus Bretanha, com Vannes, outra cidade de 




referência, de cor, de madeira.
Pernoita perto de Niord, em Fontenay-Le-Comte, Aire de service com água , luz gratuitas.
Comprámos um guia de Áreas de Serviço (Aire Camping-CArs): aconselhável, apesar de à entrada das povoações, pelo menos na Bretanha, existirem sempre indicações.
23º dia: Rumo ao sul, para dormirmos em Bidart. À noite fomos ver um espectáculo de “LA Force Basque”: puxar a corda, corrida de sacos com mais de 30quilos, levantamento de pesos, escalada a um tronco que era serrado às rodelas…enfim , um mundo à parte.

24º dia:
Rumo a Espanha, até Salamanca ( N40.95466 o W005.66833 o)
A alegria espanhola é de outra natureza… o clima também. Os dois factores juntos produzem efeitos distintos.

Dia 21- Pont-Aven, Carnac

21º dia: Visita a Pont-Aven, ponto de passagem obrigatório, já que está associada a pintura, e a nomes como Paul Gauguin, que fez dela um dos seus pontos de criação artística.
As galerias de arte existem porta sim, porta não. As referências a Gauguin também são muitas.
Fora isso percebe-se por que ele a escolheu, o rio é um espelho de água pronto a ser retratado, as ruelas também.

Almoço, ao lado de menires, já a caminho de Carnac. Os menires estavam ali mesmo ao lado, nem vedados, nem murados. Estavam ali ao alcance da mão.

(estrada ladeada de menires)
O interesse de Carnac (localidade pequena, com uma Aire de Service repleta de AC) reside nos seus “aligmentts” de menires. Perto da povoação, fomos até lá de bicicletas. Mais de 4 Km recheados de menires alinhados como ruas, pelos campos. Um total de mais de 400! Soberbo!


Dias 19 e 20 - Quimper, Concarneau

19º dia: Dificuldades em estacionar em Quimper. Mais uma pequena cidade bem preservada, rústica e cheia de vida, apesar de misturar o antigo e o novo de um modo menos agradável do que Dinan. A catedral é imponente.
(Quimper)
Depois de uma forte chuvada, decidimo-nos por Concarneau, cidade à beira-mar, situada numa ilha. Um dos maiores portos de pesca da Europa e um dos maiores centros turísticos da Bretanha, mas isso só percebemos no dia seguinte. Ao fim da tarde, seguimos as setas dos locais (Aire de service) para AC: um quase no centro da vila, completamente esgotado; o outro da outra margem (na baía, a 200m da praia), com “borne “devidamente equipada (euro-relais). O passeio ao longo da baía, por uma estradinha frente ao mar, a ladear belas mansões com vista privada para o mar, é uma alegre peregrinação. O passeio termina no largo onde se apanha um pequeno ferry para o centro da “ville Close”, designação para a vila amuralhada de Concarneau, situada dentro da cidade.

(Baía de Concarneau)
20º dia: Mudámo-nos de manhã para a outra área de serviço: Aire La Gare, ao lado da Gare de Comboios, mas sem barulho.
É realmente um forte porto comercial. Antigamente, as conservas (sardinhas, por exemplo) eram uma das suas riquezas. Ainda lá estão as latas, verdadeiras obras de arte, à venda em tudo quanto é loja de souvenirs. Na ville close as lojas repetem-se.
(La ville close fica dentro destas muralhas).
Uma outra atracção são as ostras!!! Verdadeiro néctar dos deuses!...
Passeio de bicicleta com paragem na Plage des Sabes Blancs (falta-lhes o nosso calor, claro!).

Dia 18 -Dinan

18º dia: Já conhecíamos, mas decidimos ir rever aquela que sabíamos ser uma pérola: Dinan (já na Bretanha). N48.45497 o W002.03904 o
Dinan é uma cidade medieval, cercada por muralhas e protegida por uma imponente fortaleza, pela qual se pode caminhar. Um local fantástico para andar, com ruelas simpáticas, rústicas, e casas de madeira às cores, tremendamente fotogénicas. E flores às varandas! O Obélix e o Astérix ali perto (na imaginação dos mais novos), sim, porque ali é a Gália antiga!
O artesanato é rico (e caro) – Rue do Juzcal ( a mais inclinada) com muitos artesãos ao vivo e galerias de arte.

(Dinan, Rue do Juzcal)
Apesar da beleza da cidade, o parque para AC fica debaixo do viaduto e não é muito atraente. Optámos por percorrer mais uns kms (poucos) e parámos numa pequena povoação (Caulnes). Na estrada vê-se o sinal a indicar parque para AC – um sítio sossegado, com relva, mesas de pic-nic, W.C. (pouco limpa, not clean) e água de uma fonte (fontain with proper water). Ao nosso lado, uns vizinhos ingleses (de Kent) já reformados que vinham do interior da Bretanha. Já conheciam Portugal e ficaram admirados de ver portugueses viajantes “com a casa às costas”. De facto, até agora não encontrámos nem uma única AC portuguesa.

Dias 15 a 17 - França



15º dia: dia longo de viagem. A meio da tarde decidimos parar num parque de campismo no meio de nenhures: Le Val d’Authie, Somme. Bom final de tarde numa piscina interior tépida, com o sol a espreitar de vez em quando. (http://pt.vacances.com/camping).
16º dia: Partida para Mont-St. Michel, em plena fronteira entre Normandia e Bretanha. A sua aparição é fantástica e a imagem muda de cores, como se as estações passassem sucessivamente numa fracção de segundos.

Pernoita e estacionamento (24 horas): 8€ . Dezenas de AC.
A maré encheu às 22:30. O passeio nocturno é bem mais deslumbrante do que dia.
17º dia: A vila é uma peregrinação constante, rua acima, rua abaixo. O cenário parece irreal, o mosteiro e o ambiente envolvente lembram O Nome da Rosa. No interior do mosteiro, na igreja, oito frades e quatro freiras entoavam cânticos sublimes. No claustro há que fazer um esforço para nos abstrairmos dos cliques das máquinas fotográficas, da mistura de línguas… fora isso poder-se-ia imaginar paz e beatitude. Nos corredores, salas, o ar é húmido e bafiento.

À tarde, o cenário cinematográfico foi perturbado por fortes chuvadas, trovões e vento forte. Uma tempestade percorria o norte de França. Mesmo assim, a paisagem é soberba e poder estar ali, cosido a ela, a olhá-la de frente, como que na linha de frente, é um privilégio que só as AC conhecem. (Infelizmente em Portugal seria impossível, quanto mais na linha da frente…)