sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Porto Côvo, o “Paraíso Perdido”?

Desde que temos a “Casinha” (2002), que Porto Côvo se tornou um dos nossos destinos predilectos. Já antes o era, primeiro num iglo, depois na nossa caixa de fósforos (uma caravana que estacionávamos no Sitava). Porto Côvo foi destino das 4 estações, destino de fim-de-semana prolongado, mini fim-de-semana, férias grandes.
No nosso Diário de Bordo, Porto Côvo é o “lar” de dias, horas, minutos diferentes, umas vezes aqui, outras ali; umas vezes a quatro, outras a três, com familiares, amigos e sempre com aquele azul e branco de fundo, aquela maresia única, aquele sopro e banho de luz ímpares.

A vila alentejana com vista para o mar foi espaço para momentos de todas as cores… os contemplativos, os serenos, os materialistas, os divertidos, os religiosos, os culturais, os históricos, os pitorescos...

Em muitos pontos igualmente diferentes, alguns deles já fechados a estes viajantes de casa às costas: a praia dos Gatos (designação familiar), a escola (igualmente), a feira (idem), o espaço do Festival (idem, idem), a praia Grande (até quando?)...



(igreja vestida para as festas da terra)


Até quando os grelhados de douradas compradas no Mercado a um preço nada barato; as pizzas da Pizzaria às vezes à 6ª à noite, recèm-chegados depois das 21,30; os petiscos, os caracóis, os gelados do Marquês e os brigadeiros… (Contabilizem, srs comerciantes os dias e horas referentes à quinzena de visitas que já fizemos)!


(caça ao pato, nas Festas)



(visita guiada à Ilha do Pessegueiro)


Até quando ver lá os filhos a crescerem???
Até quando o dormitar e as leituras nas falésias? Os passeios de bicicleta? A água morna de S. Torpes? As festas da vila, com a caça ao pato? O passeio guiado à Ilha do Pessegueiro?


(No barco, depois de Rui Veloso...)



(Da praia Grande, ao lado de muitas AC, de frente para o pôr-do-sol)


(Sines ao longe...)





Até quando?




quinta-feira, 13 de novembro de 2008


Quem diz Porto Côvo, diz qualquer outra localidade portuguesa que feche as portas aos autocaravanistas...

Uma boa ideia para os autarcas de Porto Côvo pensarem...

dias 24 e 25 - Portugal!!!


Vamos lá a recordar as boas terras de Portugal, para matar saudades. Na Beira Baixa, por que não? Medelim, a “aldeia dos balcões”, com Monsanto ao longe.
(Pernoita no parque ao lado da estrada Medelim-Monsanto com o som dos grilos e dos raros automóveis).

Dias 22 a 24- Vannes,Bidart; Salamanca

22º dia: Adeus Bretanha, com Vannes, outra cidade de 




referência, de cor, de madeira.
Pernoita perto de Niord, em Fontenay-Le-Comte, Aire de service com água , luz gratuitas.
Comprámos um guia de Áreas de Serviço (Aire Camping-CArs): aconselhável, apesar de à entrada das povoações, pelo menos na Bretanha, existirem sempre indicações.
23º dia: Rumo ao sul, para dormirmos em Bidart. À noite fomos ver um espectáculo de “LA Force Basque”: puxar a corda, corrida de sacos com mais de 30quilos, levantamento de pesos, escalada a um tronco que era serrado às rodelas…enfim , um mundo à parte.

24º dia:
Rumo a Espanha, até Salamanca ( N40.95466 o W005.66833 o)
A alegria espanhola é de outra natureza… o clima também. Os dois factores juntos produzem efeitos distintos.

Dia 21- Pont-Aven, Carnac

21º dia: Visita a Pont-Aven, ponto de passagem obrigatório, já que está associada a pintura, e a nomes como Paul Gauguin, que fez dela um dos seus pontos de criação artística.
As galerias de arte existem porta sim, porta não. As referências a Gauguin também são muitas.
Fora isso percebe-se por que ele a escolheu, o rio é um espelho de água pronto a ser retratado, as ruelas também.

Almoço, ao lado de menires, já a caminho de Carnac. Os menires estavam ali mesmo ao lado, nem vedados, nem murados. Estavam ali ao alcance da mão.

(estrada ladeada de menires)
O interesse de Carnac (localidade pequena, com uma Aire de Service repleta de AC) reside nos seus “aligmentts” de menires. Perto da povoação, fomos até lá de bicicletas. Mais de 4 Km recheados de menires alinhados como ruas, pelos campos. Um total de mais de 400! Soberbo!


Dias 19 e 20 - Quimper, Concarneau

19º dia: Dificuldades em estacionar em Quimper. Mais uma pequena cidade bem preservada, rústica e cheia de vida, apesar de misturar o antigo e o novo de um modo menos agradável do que Dinan. A catedral é imponente.
(Quimper)
Depois de uma forte chuvada, decidimo-nos por Concarneau, cidade à beira-mar, situada numa ilha. Um dos maiores portos de pesca da Europa e um dos maiores centros turísticos da Bretanha, mas isso só percebemos no dia seguinte. Ao fim da tarde, seguimos as setas dos locais (Aire de service) para AC: um quase no centro da vila, completamente esgotado; o outro da outra margem (na baía, a 200m da praia), com “borne “devidamente equipada (euro-relais). O passeio ao longo da baía, por uma estradinha frente ao mar, a ladear belas mansões com vista privada para o mar, é uma alegre peregrinação. O passeio termina no largo onde se apanha um pequeno ferry para o centro da “ville Close”, designação para a vila amuralhada de Concarneau, situada dentro da cidade.

(Baía de Concarneau)
20º dia: Mudámo-nos de manhã para a outra área de serviço: Aire La Gare, ao lado da Gare de Comboios, mas sem barulho.
É realmente um forte porto comercial. Antigamente, as conservas (sardinhas, por exemplo) eram uma das suas riquezas. Ainda lá estão as latas, verdadeiras obras de arte, à venda em tudo quanto é loja de souvenirs. Na ville close as lojas repetem-se.
(La ville close fica dentro destas muralhas).
Uma outra atracção são as ostras!!! Verdadeiro néctar dos deuses!...
Passeio de bicicleta com paragem na Plage des Sabes Blancs (falta-lhes o nosso calor, claro!).