sábado, 29 de agosto de 2009

O paradisíaco mar Cantábrico



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Entra-se no reino das Astúrias vindos de León e, depois de um túnel algo compridinho, respira-se a sensação que este é outro reino. Chamam-lhe o “paraíso natural” e assim parece ser. A neblina envolve-nos, uma atmosfera límpida e pura, uma brisa verde e suave… será que estou no céu?
Às vezes chove, é certo, mas uma coisa é constante: a temperatura amena e surpreendente do mar, contrariando as informações contidas em qualquer infopédia ou os mitos do norte que possam soprar.
Em asturias-reino-da-criacao-dos-sonhos registámos esse momento, desta vez foi difícil escolher entre os dois lados paradisíacos do reino das Astúrias: o verde natural ou o azul-marinho.
Por pura sorte, porque uns amigos figueirenses haviam alugado uma casa de campo na zona de Lhames, descobrimos uma praia algo sui generis que, de outra forma, possivelmente, não haveríamos descoberto: playa de Guadamía (até lá, para uma AC, a estrada é demasiado fininha). Pequenita e escondida entre duas montanhas por onde corre a foz do rio do mesmo nome, a água da praia vai escorregando até ao mar, ao qual chegamos, ou andando pela maré baixa do rio, ou nadando ao fim da tarde com água até à cintura.



praia Guadamía com maré vazia




o mar a entrar na praia


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A paisagem, cársica, oculta ainda outro fenómeno, os “bufones”, saltos de água que vêm subindo pelo interior das rochas, até serem sopradas por orifícios respiratórios que, no Inverno, chegam a atingir mais de 20 m de altura (algo similar aos géisers). No Verão, sentimos o respirar do mar mesmo ao nosso lado, fazendo-nos caminhar com cuidado, porque mesmo com areia ou pedras ele está a pulsar mesmo ali, soprando debaixo de nós. Para sentir todo este pulsar existe um percurso pedonal de alguns kms que bem se pode apreciar durante minutos ou horas.



bufones debaixo dos pés



cuidado com os bufones!!!



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Mas, para além de encher a visão e o ouvido, o mar Cantábrico também serve para se sentir. Eis algumas praias absolutamente divinais:
playa do Toró, em Lhanes. Aí, pequenas rochas em forma de cones, fazem lembrar construções de areia infantis e desarrumadas. O mar pode apresentar umas ondas saborosas para saltar e gritar “Onda, onda” (os espanhóis gostam muito deste efeito sonoro…).




"construções" na Playa Toró


-->E, já que se está na praia, sugere-se estacionar no Parque da mesma, ocupando um só lugar (a multa, mui célere, é de 60 €), e passear até ao centro da vila. Simpática, com comércio para desfrutar e um belíssimo Paseo de kms no topo do monte.




cais em Lhanes



Lhanes

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Para o apreciar nada como uma boa cadeira e a possibilidade de, olhando para o lado esquerdo, estremecer com o verde natural; olhando para o direito, vibrar com o azul-marinho.




Passeio marítimo Lhanes





Passeio marítimo Lhanes


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No regresso, parar numa das animadas esplanadas, convivendo com espanhóis, sidra e percebes, é um petisco a não perder.

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Outra praia, quando a mim a número 1 do top, é Arenal de Moris (asturias-reino-da-criacao-dos-sonhos). A franja da alcatifa verde a cair sobre a areia dourada é uma das imagens que eternamente permanece. E, claro, as pequenas piscinas de água tépida. Para se chegar lá só seguindo as setas, porque Moris gosta de se esconder depois das montanhas alcatifadas.
Arenal de Moris é ainda um território algo virgem. Ao lado apenas um camping e vivendas de residentes. No parque antes da praia estacionam, acampam discretamente e pernoitam tendas, AC, carrinhas; ao lado do bar, hippies em Van vendem bijutaria de arame e cabedal. Os Surfistas, esses, gostam muito deste “arenal” soberbo.


Arenal de Moris, o paraíso


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A poucos quilómetros, com um ar mais cosmopolita, a ver-se da estrada, encontra-se a praia Espasa, com um “aldeamento” de AC do lado esquerdo do rio.
Os surfistas também a escolhem como lar de férias, com as suas ondinhas deslizantes.
Deixando o lado Oeste das Astúrias, outras praias igualmente sedutoras, apelam aos sentidos. A conselho de um companheiro autocaravanista basco, experimentámos Rodiles.




Foz em Rodiles


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Infelizmente, por essa data, o tempo não nos sorriu e passeámos de gabardina ao longo da praia e da ria natural, imaginando o quão maravilhosa seria se fosse Verão…
Felizmente, o Inverno durou pouco e, ao longo de algumas abertas, fomos pisando, ao sabor aleatório do mapa, outras praias deliciosas:
Santa Maria del Mar, pequena mas aconchegante e, mais espaçosa, Tapia.



Santa Maria del Mar




Tapia


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Aqui, por obra do destino, lá fomos reencontrar o nosso companheiro basco que nos aconselhou ainda Peñarronda (fica para outra vez…).
Em Tapia há duas praias, escolhemos a da esquerda, onde desagua um pequeno rio, para que pudéssemos mergulhar em ambas as águas, já que pela tarde estava maré cheia.
Ainda demos um salto à praia de Arnao, não para fazer praia, mas para recordarmos um espaço de pernoita no alto de um monte, onde o vento sibilava de noite (asturias-reino-da-criacao-dos-sonhos). Mas, às vezes, a História não se repete. Agora o espaço está transformado numa zona de pic-nic e pareceu-nos fantasma durante a noite.
Seja como for, o azul-marinho das Astúrias é tão cativante como o verde natural.




Arnao



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Locais onde pernoitámos:
. ao lado da casa vermelha alugada, Lhames, praia de Guadamía. Água da casa e w.c.
. parque de estacionamento misto playa de Toró, Lhanes (W.C. público, duches). A 500 m do centro. Sossegado. Cuidado com as multas!
. Playa Espasa ( N 43º 28’ 27,4’’ W 005º 13’ 07,8’’), na 1ª linha da praia, por entre um caminho de terra batida. Café, zona pic-nic, w.c público e duches. Longe do lugarejo mais próximo. Sossegado, selvagem, muitas AC e surfistas em Van)
. playa Rodiles ( N 43º 31’ 55,7 ‘’ W 005º 22’ 29,8’’), sítio isolado, café, w.c e duches. Parque de campismo a 1Km. Sossegado.
. Santa Maria del Mar, parque misto ao lado do café (N 43º 34’ 29,0’’ W 005º 59’ 57,6’’). (No camping há sítio para despejos – 4 € pelos serviços).
.Tapia (N 43º 33’ 58,9 ‘’ W 006º 56’ 46,5’). Parque misto ao lado de zona residencial, praia com w.c. ao fundo. Supermercado na povoação, a 100 m. Sossegado.
Sítios onde estacionámos (mas onde se pode pernoitar):
. parque da praia Arenal de Moris ( N 43º 28’ 27,4’’ W 005º 10’ 45,0’’), café, duches, parque de campismo a 100 m).
. parque Playa de Arnao (zona de pic-nic, água)
. Ribadesella (na estrada, ao lado da Cueva de Tito ou no porto)













quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A vontade de partir... para outro lugar







Teclando palavras sobre viagens

Um pouco mais de 48 horas em casa e a vontade de partir já tilintava, qual lembrete das novas tecnologias.
Há que lhe fazer a vontade, porque as férias estão quase a expirar e nunca se sabe…
Casa às costas e em tom de despedida da época balnear, lá fomos nós dar uma espreitadela e um mergulho na praia mais aquecida de Portugal continental: São Torpes.
Desta vez estreámo-nos durante uma bela noite de sossego mesmo frente à praia, ao lado de outras AC. Estávamos decididos a ficar ali muito tempo, ainda zangados com a antipática hospitalidade da freguesia de Porto Côvo/ município de Sines do ano anterior.
Mas tal era impossível de concretizar, são sempre necessários víveres (aqui os padeiros ainda não levam o pão itinerante à boca dos autocaravanistas) e a casa às costas precisa de cuidados indispensáveis.
Apesar de pouco hospitaleira, a vila (e as falésias) de Porto Côvo continuam a albergar AC com fartura. O parque de terra antes da Praia Grande voltou a receber carros e AC, já que a vedação de arame foi cortada por alguma mão menos paciente; o parque da Praia Grande está definitivamente interdito a Ac, pois para além das barras em altura, foi semeado de barreiras assim dentadas:

Encher e despejar continua a ser tarefa clandestina e difícil. Arranjar água é assim como uma actividade ilícita, com os olhares críticos dos moradores (ou já será mania de perseguição?).
Enfim… para solucionar isto já todos sabem que bastariam 2 ou 3 medidas fáceis e económicas. Resta saber se estão interessados nelas?!...
Até lá continuo a respirar a maresia, a interrompida viagem às Astúrias continuará em breve…

sábado, 22 de agosto de 2009

Tempo psicológico








(León)
Em Literatura chama-se “tempo psicológico”, em psicologia bem que pode ter a mesma designação porque lhe assenta que nem uma luva. Refiro-me ao modo como sentimos o passar do tempo. Antes de partir vivem-se momentos sentados nos sofás da memória; no durante, queremos absorver tudo e fazer parar aquele momento especial não o conseguindo; tempos depois… a sensação é que tudo se passou há MUITO tempo!!!!!!!!!!
De facto, não foi preciso passar-se muito tempo. Cheguei a casa há pouco mais de 24 horas e as férias de Verão parecem ter ficado tão lá atrás, tão lá longe, como se fossem umas outras, de outros anos, ainda mais longínquas…
Como recordar pois o seu início, ainda em Julho, sem sentir que se passaram dezenas, centenas, milhares de horas a voar em velocidades estonteantes?..........
Tenho uma ideia vaga de uma avaria da Casinha logo no primeiro dia, na primeira paragem, em Santarém. Qualquer coisa como o motor de arranque que se recusava a arrancar, qualquer coisa como a dificuldade de encontrar um electricista em pleno sábado de manhã, qualquer coisa como pensar que a estrada para Espanha jamais se abriria… felizmente tais momentos estão muito lá no fundo do baú das memórias, sentados em qualquer sofá poeirento e velho.
Mais perto, felizmente, ecoa a memória da sensação de “Estamos de férias!” assim que estacionámos à beira do rio Tormes, em Salamanca. O sítio, ao lado de um parque infantil, é sossegado e recebe sempre algumas AC ou “Van” de várias nacionalidades.







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Salamanca, a nobre Salamanca, é sempre um banho de ar renovado que apetece repetir. Respira-se Vida, Alegria, Energia positiva dos seus edifícios antigos, das suas “calles” animadas, e, especialmente, da sua Plaza Mayor, rodeada de arcadas barrocas, janelas, postigos, venezianas, medalhões de bustos do passado e gente de agora, nas esplanadas, no chão, em pé, sentada.



Salamanca, ponte romana com Catedral ao fundo

Catedral Nova


Plaza Mayor e os olhares dos medalhões

Energia a palpitar








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Os que ali vivem devem sentir o mesmo, porque, mesmo à noite, recém-casados pousavam para as fotos da praxe, iniciando novas etapas da vida, certamente carregadas de energia.
Casamento no jardim
E depois há sempre algo para descobrir. Desta vez foram as luzes que se miravam no leito do rio e as luzes sonolentas e psicadélicas da Casa Lis, actual museu de Arte Nova e Arte Déco.









Museu de Arte Nova










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Depois de uma noite na paz dos anjos, León, no caminho para as tão desejadas Astúrias, foi outra capital a descobrir. A capital do antigo reino de Leão também assenta sobre um rio, o Bernesga, e também é uma explosão de passado histórico. Durante a tarde e “la siesta”, não deu para sentir a habitual energia espanhola, mas deu para nos transmitir o seu natural encanto.




San Isidoro, León


Catedral


Catedral - pormenor









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A catedral gótica, tão próxima das francesas, é um bom pretexto para visitar Léon, assim como San Isidoro e San Marcos (estes últimos convertidos em Museu de Arte Contemporânea e Parador de Turismo).
(relógio catedral)
Numa outra linha estética, sem estarmos à espera, demos ainda de caras com um exemplar palaciano de Gaudí, a Casa de Botines.



Casa de Botines, obra de Gaudí









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A visita foi breve, apenas uma pincelada dos exteriores que se oferecem aos nossos olhares curiosos, o caminho para as Astúrias chamava-nos e o calor não convidava a mais.









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Pernoitas e estacionamentos:
Salamanca – N 40º 57’ 16,17’’ W 5º 40,1’ 6,0’’ (Parque de estacionamento misto, gratuito, sem água, sem despejos, sem W.C., sossegado e seguro)
Léon – N 42º 36’ 17’’ W 5º 35’ 5’’ (zona de AC gratuita, com água e sítio para despejos). Apenas estacionámos. A 500 m. do centro.

(Zona AC, León)



domingo, 2 de agosto de 2009

Está-se bem!!!

Já fez sol, já choveu, mas está-se bem.
Livres do calor alentejano, este verde absoluto, esta brisa contínua, este temperado de entre 20º a 30º é puramente maravilhoso.

O "paraíso natural" é as Astúrias, apesar de neste momento em que as teclas vão saltitando, nos encontrarmos na Cantábria.

Já passámos pelos banhos de praia, de sol, de rio, de montanha...

Falta-nos ainda muito verde, muitos caminhadas a pé, e o famoso percurso do Sella nas piraguas. A propósito: dia 8 há o Descenso Internacional do Sella e há dois atletas portugueses! O nosso percurso será, se o sol o permitir, antes de 8.

sábado, 18 de julho de 2009

As viagens também são como as cerejas






As conversas são como as cerejas, umas levam às outras e falar de França de há uns anos atrás, levou-me a outra cereja ainda mais recuada no tempo. No tempo em que ainda nem sonhávamos com casinhas andantes, as férias eram muitas vezes passadas num iglo de 2/3 lugares, transportado por um Opel Corsa. A cozinha, essa, era uma caixa de papelão com algumas iguarias, um fogão “camping gás” de uma boca e loiça q.b. para os viajantes envolvidos.
Foi assim em 1997. Dois adultos e uma criança de 5 anos decidiram conhecer La France, munidos do dito voiture e de uma casa de pano.
O prato forte era percorrer o Loire e alguns castelos, dar um salto a Paris e Eurodisney e depois um pouco de Normandia e Bretanha.
Logo no segundo dia pisávamos a fronteira francesa, ficando deslumbrados com o Pays basque. Não fora as filas dos veraneantes e os campings esgotados, e a estreia teria sido cinco estrelas. Logo nessa noite, depois da dificuldade de encontrar lugar num camping, o céu abriu-se numa forte trovoada que nos fez pensar que os raios e a chuva nos transformariam em Noé sem barco.
No dia seguinte, o sol brilhava e a casa de pano foi dobrada molhada para que percebêssemos para todo o sempre o romantismo da vida de pé descalço.
Antes de entrarmos no país dos castelos, decidimo-nos por Poitiers, e, mais uma vez, o céu pregou-nos a partida da véspera, o que nos fez procurar um Hotel. A cidade abarrotava de gente, e foi no Turismo que negociámos um quarto de Hotel , logo ali junto ao Hotel de Ville, 311 francos para dois e meio.
A cidade revelou-se simpática e acolhedora, com alguns pontos de interesse artísticos: Notre-Dame-la-Grande (só de nome…) e os seus vitrais, o Baptistere Saint-Jean, o Palais de Justice.

Poitiers, Notre-Dame-la-Grande (?!!!)





Depois entrámos no reino dos castelos ao longo do Loire.
Loches - onde ficámos naquele camping familiar que durante anos nos enviou um cartão de Boas Festas ( o tal que voltámos a repetir o ano passado). Como não podíamos ver todos os castelos, limitámo-nos a passear pela vila saboreando as vistas exteriores, o que não foi mau, porque assim, o ano passado, tivemos a oportunidade de visitar o interior do castelo. Aproveitámos dois dias em Loches de sol e tempo ameno, cozinhando bifes de cócoras e sopa de pacote para mimar o “petit” fã de sopas. A piscina da Câmara, mesmo ao lado do camping e de acesso gratuito, foi outra alternativa de sucesso, deu também para perceber como os franceses, até em pequenas localidades, têm condições que suplantam o cantinho pouco desenvolvido onde nascemos…
A seguir a Loches elegemos dois dos grandes castelos que merecem parar e entrar: Chenonceau e Chambord. O primeiro assenta por cima das águas do largo rio, deixando-o passar por entre as suas arcadas de espelho. Nesse dia chovia e tivemos de puxar das capas amarelas, o que nos fez agradecer a quem no-las tinha sugerido, pois Agosto em França não é o mesmo que o Agosto alentejano…





(Chenonceau)




Contrariamente a Chenonceau, Chambord aterra, altivamente, sobre uma farta coberta verde e lá dentro as suas escadarias em caracol e as grandes salas, muitas delas vazias, ecoam de passado e mistérios.




(Chambord)




Ao longo das estradas outros castelos espreitavam, uns privados, outros com grandes portões de bicos dourados, outros ainda ao longo das florestas cerradas. Muitas vezes até para entrar no parque da floresta há que puxar dos cordões à bolsa e pagar “le billet”, o que implica saber resistir a tanta beleza e comercialização.
Fora dos campos verdejantes e das florestas, percorremos ainda outras pequenas / grandes cidades, como Blois (com um camping completamente primitivo de sujidade) e Chartres, onde parámos propositadamente para admirar a grande “floresta do gótico”.



Blois, Hotel de Ville



Chartres, Notre-Dame


Em Paris outras aventuras nos esperavam: íamos dormir num apartamento de uns alentejanos emigrantes que não conhecíamos pessoalmente. O apartamento da concierge (a alentejana em questão) ficava em pleno coração da capital, mesmo ali a roçar o Arco do Triunfo e no prédio, imagine-se, da companhia de aviação de Antoine St. Exupéry!
Chegámos em bom dia: o casal era contemplado com o seu segundo rebento, o Brian, que tivemos o prazer de conhecer uns dias depois, regressado da maternidade.
Fizemos, pois, o papel de concierge, recebendo o correio matinal, ficando a sós num T0 minimalista.
No mês de Agosto os carros não pagam estacionamento e assim deixámos o Corsa em frente à porta e partimos a pé e de metro à descoberta de Paris:
Jardins das Tulherias, Louvre, Notre-Dame, Orsay, Invalides, e o imprescindível passeio de bateau-mouge ao final do dia. Ainda Centre Georges Pompidou e as performances de alto valor artístico durante todo o dia. E, claro, Place du Tertre para umas lições de pintura e um mergulho no século do Impressionismo.



Os pombos de Notre-Dame, Paris


Animação em Charles Pompidou



Louvre


Tertre e os artistas impressionistas


Pont des Invalides



Depois a ida até à Eurodisney, num dia esgotante de emoções mesmo, mesmo até ao seu fecho. Durante o espectáculo nocturno o jovem de 5 anos apagou-se por completo e por mais que o chamássemos e lhe abríssemos literalmente as pálpebras, o véu era só negro e certamente estrelado de sonhos. Nem o céu estrelado do fogo de artifício foi capaz de o abanar dos braços de Morfeu.





Depois de termos conhecido o recém-nascido em terras francesas, lá partimos rumo Norte até Rouen, não sem uma paragem obrigatória em Giverny para conhecermos outro reino encantado: os jardins japoneses de Monet e a sua casa-museu. Quanto mim o grande momento mágico da viagem e por isso decidimos logo ali abrilhantá-lo ainda mais, dormindo numa pequena casa de turismo rural verdadeiramente romântica (24, rue du Moulin, Fourges) . O pequeno-almoço matinal servido no pequeno jardim colorido, ficou registado no top das memórias.



A casinha onde dormimos



Casa de Monet


Jardins japoneses




Até Rouen, alguns pontos de interesse: Vernon e abadia Fontaine-Guérard.



Rouen



O sol voltou a brilhar por aquelas bandas e, de caminho até Mont St. Michel, presenteámo-nos com um camping de piscina para refrescar corpos e almas. Ao fim da tarde a aparição do Monte produziu um embate de cortar a respiração. Na realidade, essa sensação repete-se sempre em qualquer altura do dia, o monumento a St. Michel existe mesmo para nos deixar deslumbrados e boquiabertos.




Saint-Malo é outro ponto para maravilhar: o seu ar marítimo, piscatório, a língua azul aqui e o outro mundo lá longe encantam…




Completamente diferente, por ser mais elemento Terra, Dinan não lhe fica atrás. São outras cores, mais flores e menos azul, mais Bretanha e outra tradição, outros costumes e afinal é ali tão perto.
Por ali nos ficámos, conscientes que tínhamos de lá voltar. Fizemo-lo mais de 10 anos depois e valeu a pena.





Afinal as viagens também são como as cerejas!