Itinerário em Marrocos
Viajar, travel, voyager... com uma casa de rodas por essas estradas fora... AC, Campingcar, motorhome: por Portugal, Europa, Mundo. Relatos e imagens de como viajar com a casa às costas.E também palavras sobre coisas que gosto...
Em 10 dias efectivos em Marrocos, com partida a 31 de Março e chegada a 11 de Abril, não havia hipótese de Permanecer, Relaxar, Estar, Conhecer muito. De início, as Dunas de Erzouga eram uma das metas, mas cedo constatámos que era difícil com o pouco tempo de que dispunhamos e uma autocaravana que não é voadora. Desconhecíamos ainda nós o estado das estradas (algumas nacionais bem piores que as nossas rurais) e os limites de velocidade altamente policiados com direito a multas fresquinhas de 40 € (sim, também as conhecemos quase na pele)! As dunas e o deserto terão de esperar por outra oportunidade, prevejo que na reforma (o que deve implicar o NUNCA)…
Aqui fica o itinerário realizado, mais ao menos pensado, mais ou menos improvisado (porque o que há de bom desta vida em AC é a possibilidade de alterar planos e traçar novas rotas), que poderá ajudar quem, como nós, tiver pouco tempo:
- Dia 1 – Évora- Algeciras (Gutierrez, Viajes Normandie, ticket.gutierrez@telefonica.net)-viagem no ferry – Tânger- pernoita camping , em Martil, Complexe Touristique Alboustane – N 35º37, 76´ W 05º 16,56´).
- Dia 2 – Martil-Tétouan – Chefchaouen (pernoita no camping Municipal Azilan , N 35º 10,50´W 05º 16´).
- Dia 3 – Chefchaouen – Fez (pernoita no Camping Internacional de Fes).
- Dia 4 – Fez (pernoita no mesmo Camping).
- Dia 5 - Fez – Ifrane – Afourer (pernoita em parque de estacionamento do Hotel Tazarkount).
- Dia 6 - Afourer – cascatas de Ouzoud- Marraquexe (pernoita camping Relais de Marrakech N 31º 42 408´ W 007º 59 407´).
- Dia 7 – Marraquexe.
- Dia 8 – Marraquexe – Temara (camping).
- Dia 9 – Temara- lagoa de Moulay Bousselham- Larache (pernoita em área de repouso marroquina: Aire de la Comarite N 35º 09, 65´W 06º08,60´).
- Dia 10- Larache – Assilah(Arzila)- Tânger (pernoita camping Miramonte – N- 35º47,45´ W 05º 49,95´).
- Dia 11 – Tânger- Algeciras (pernoita zona Lidl/ Carrefour).
- Dia 12 – Algeciras- Aracena- Évora
Viaturas da viagem : AC de 6,50m e Van Westfalia.
Protagonistas: 4 adultos, dois adolescentes, duas crianças de 10 anos.
Guias e outros equipamentos indispensáveis:
- Guide J. Gandini, Campings du Maroc 2009-2010, Éditions Extrem´Sud (encomendei pela net , mas encontra-se em quase todos os campings marroquinos e logo no “Guttierrez”, em Algeciras).
- Guia verde da Michelin, de Marrocos (ou provavelmente outro).
- GPS (apesar do obtido pela net não ser o mais fiável – a estrada era sempre ao lado da desenhada), até se portou muito bem e foi uma ajuda imprescindível! Obrigada a todos os companheiros cibernautas que nos foram dando dicas para obter o modelo compatível com o nosso Garmin!
Total de Kms percorridos: 2,500 Km.
Despesas ferry: 250€ (ida e volta).
Média diária em campings (AC e 4 pessoas) – entre 100 (10€), 120 Dirhams (12€).



Dar um passeio e admirar a paisagem solarenga em Évora, significa dar um pulo até ao Alto de São Bento. Depois de S.Bento de Cástris é só subir a estradita, não muito própria para Autocaravanas, mas mesmo assim transitável. Mesmo em frente da vivenda branca, o sinal de Parque e o respectivo terreiro em terra batida, dizem-nos para estacionar. Depois é só percorrer uns escassos metros e os três moinhos, dois reconstruídos, um à espera de melhores ares, lá estão pousados no alto, a olhar a cidade, a seus pés.
Os dois pintados de branco fazem agora parte do Núcleo Museológico, onde a criançada da escola aprende e pesquisa.
E é possível um passeio pedestre com “pistas” pela flora e fauna alentejanas.
Um pic-nic também pode completar o quadro ameno.Mas o mais poético continua a ser, desde sempre, o casario branco a rodear a Sé e o seu zimbório, ou , mais para a esquerda, o lar enclausurado e pacato dos monges da Cartuxa, recolhidos secularmente
Já Vergílio Ferreira, em Aparição, gostou tanto do sagrado espaço que lá colocou a personagem principal a morar quase cosido aos moinhos, e admirando , lá longe, a mística planície. Sem esquecer o eterno branco, sem esquecer os braços da Sé a apontar para o Alto.
Também muitos amantes , desde sempre, sobretudo na balada da noite, procuram este recanto a céu aberto. Talvez menos, porque uns marcos de pedra marotos impedem agora o estacionamento sobre rodas.
“Mudam-se os tempos…”, mas o Alto continua a ser o miradouro natural da cidade amuralhada.