Em contagem decrescente, Asilah (antiga Arzila) foi a pérola , o toque final pelo qual esperávamos.
As ruas lavadas, as paredes pintadas de branco e às vezes até com grafittis (!), as janelas a evocarem chaminés algarvias que afinal de árabe pouco têm (onde estão as chaminés em Marrocos?), o azul, o azul-marinho, o azulão, o azul-esverdeado, o mar, as pedras portuguesas, o brilho sadio da luz...
À beira-mar (que pena a praia poluída!)
muitas AC,uma tenda improvisada com o pacato marroquino que cobrava o equivalente a 50 cêntimos, um vento assobiante a varrer as areias, um mar agitado...
Foram estas as memórias que perpetuarão.
Já com a tribo toda reunida, lançou-se a ideia de partir para Tânger, afinal seria o último dia em solo africano, havia que apanhar o ferry cedo.
Lá partimos, sem grandes sonhos sobre Tânger que, de facto, logo à entrada , nos deixou poucas saudades. As imagens dizem tudo, adivinha-se depois a miséria e o desejo de lhe fugir.
O camping de Tânger (Miramonte), apesar das indicaçõe s “accés un peu délicat pour les camping-cars” é, na prática, mais difícil do que “delicado”, felizmente que a saída se faz por outro acesso.
No ar, as ameaças de uma avaria ( a Van queixava-se de problemas na correia da ventoinha) e das travessias canceladas devido à forte agitação marítima fizeram-nos cabisbaixos e sem vontade de descobrir Tânger. Deitar cedo e cedo erguer , amanhã seria a odisseia da partida.










































