quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Imagens de bordo II

Estas são fáceis de identificar, pois então. Nem é um desafio.
No momento em que escrevo, a chuva cai e já não se vislumbram gôndolas, ele é mais verde, montanhas, florestas e lagos. Aguardem as fotos...



terça-feira, 27 de julho de 2010

Imagens de bordo

Eis alguns momentos do roteiro destas férias. Serão numerados, mas não identificados.
Sugiro que tentem adivinhar o local exacto das imagens 2 e 3. Os três primeiros a acertar receberão um souvenier/ ricuerdo.... desde que me enviem a resposta e o vosso endereço postal.

1.Esta é óbvia





2.Onde será?



3.Esta é num jardim, em que vila?



4.Dolce fare niente...



5.Continuação do dolce fare niente...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Casa sobre rodas sempre!


A vida é tão curta e vivêmo-la tão à base de ninharias, superficialidades, regras comezinhas, burocracias diárias, quotidianos triviais...

bastava soltar a imaginação e partir por esse mundo fora, assim, com as bagagens sempre feitas, a casa à mão de semear,

ao sol, ao vento, à chuva...

como estes alemães, simples, alheios à rotina, em pleno Julho, numa praia portuguesa...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ZMar em dia de braseiro



Faz hoje oito dias que regressámos do breve fim-de-semana à costa alentejana. Nesse dia, à medida que conduzíamos atravessando o Baixo Alentejo, o calor era um fogo sem chamas. A metereologia falava em 40 e poucos, a voz popular elevou-se até aos 50 e creio que tinha razão.
Mas, falar do tempo é conversa de quem não tem assunto e o assunto nesta crónica tem pano para mangas: fez ontem oito dias que decidimos inaugurar o tão publicitado parque ZMar, este é, pois, o cantinho para fazer justiça ao ecológico camping, como a crónica anterior já deixava adivinhar.
O espaço é vasto, de preferência a percorrer de bicicleta, ou, na filosofia ZMar, de carrinho movido a energia solar. Aparcámos num alvéolo perto dos sanitários e logo ali constatámos que separar o lixo ecologicamente é palavra de ordem.
A ida à piscina, com o calor que se fazia sentir, era uma prioridade emergente.
Até lá, as poucas sombras fazem com que a famosa piscina de 100 metros de comprimento seja uma miragem ansiada e realizada. Um mergulho no comprido tapete azul é tudo quanto basta para nos sentirmos revigorados, logo seguido de um relax na chaisse-longue ao longo da esplanada de madeira, novamente seguido de novo mergulho ou intervalado por uma corridinha à piscina das ondas... neste percurso de ida e volta e repetição poderíamos estar durante horas, não fora a vontade de conhecer mais e de enganar o estômago.








Perto da zona para campistas, chamava-nos um parque de diversões alternativo e divertido, um chamariz para o final da tarde quando a brisa corre do mar até aos sobreiros, porque as sombras recém-semeadas ainda não se fazem anunciar.





A “Casa da Criança” é também um agradável espaço, para quem lá joga e certamente para quem lá trabalha. Vista de longe parece uma casa de madeira nos Alpes suiços... sem a montanha atrás e muito menos a neve, mas ainda assim com um verde circundante e um cheiro motivador a cera de abelhas e a madeira.





Aliás , o cheiro a madeira é uma constante neste novo mundo natural: para além da dita casa, os sanitários, as cozinhas (na zona camping existem, estrategicamente colocadas, cozinhas equipadas com fogões e micro-ondas, um gesto simpático para campistas com menos meios), a zona principal constituída pela recepção, sala de convívio, supermercado e restaurante, bar, piscina interior , ginásio, sauna, o chão que se pisa: tudo é madeira. Nas esplanadas o material usado em cadeiras, sombreiros e mesas é reciclado. A energia é sempre solar, o fresco é produzido por múltiplas e enormes ventoinhas.
Ao longo do parque também os apartamentos são de madeira, ao que parece bem equipados e arejados , estes já com ares condicionados disfarçados por gradeamentos de madeira.





À excepção da madeira, a paisagem é cortada por duas enormes tendas brancas quais chapéus circenses. Uma sala de banquetes, a outra alberga campos de ténis. Ao redor desta última, múltiplas hipóteses de praticar exercício físico: matraquilhos humanos, campo de basquetebol/andebol / futebol, circuito de manutenção...







Em cantos estratégicos, ainda uma estação Etar e outra de tratamento de lixo.
Depois de tanto admirar, dormimos com os anjos.
A parte menos agradável seria, inevitavelmente, a conta: alveólo para a casinha e quatro pessoas= 40 €!
Menos mal: no dia seguinte, aquando do check out foi-nos dito que podíamos ficar ainda esse dia até às 23.00. Senão final: podiam ter avisado antes, escusava de perder uma manhã de piscina na azáfama de “arrumar a Casa” até à hora do check out!
Aproveitámos até depois de almoço e depois – lá vem a conversa do tempo... – fizemo-nos à estrada porque outros valores se levantavam.
Foi nesse momento que a chapada de calor a subir até aos 50 nos bateu de frente e nos engoliu. A AC devorava asfalto e, à medida que as localidades se sucediam – Chaminés de Baixo, Chaminés de Cima, Bicos (do fogão?), Fornalhas Velhas, Fornalhas Novas – iludíamo-nos no fogo sem chamas acreditando que o mesmo era fruto da toponímia.
Daí a pouco, a ilusão pegava-se ao corpo e aos assentos, o que nos levou a mergulhar nas margens da Barragem de Odivelas, com a esperança de podermos respirar.
Desde miúda que ouço dizer, pela boca das gerações mais experientes, que “o que tapa o frio, tapa o calor”, em Porto Côvo ainda há quem leve o ditado à letra, eu é que não sou capaz...


"O que tapa o frio, tapa o calor".




quinta-feira, 8 de julho de 2010

Brisas alentejanas



Incrivelmente estivemos três meses sem viajar, fazer parte da intitulada “Geração Sandwich” prega-nos destas partidas.
Para inaugurar o Diário de Bordo IV e o mês de Julho, nada como voltar a tantos “dejá vues” e repetir Porto Côvo, mas desta feita com algumas novidades.
Primeira paragem obrigatória: S. Torpes.
A título de brincadeira familiar é a nossa Saint Tropez, a avaliar pelas tépidas águas azuis.
Desta vez nem tanto. O areal continua a ser bem melhor que a homónima francesa, assim como o horizonte até ao Malhão, passando pela lendária Ilha do Pessegueiro, com a excepção das chaminés e estaleiros sineenses e da água que ainda não teve tempo de aquecer, qual Mediterrâneo sem turbinas...




O vento , esse, é o habitual daquelas paragens – mas que bom, comparado com o braseiro alentejano da planície, de onde vínhamos, afogueados!...
Porém, ao entardecer, mesmo as colunas de ferro revelam a sua poesia, a poesia do Modernismo... sabe bem dormir embalado pelas ondas mesmo ali ao lado, é este o “preço” (grátis e único!!!) de viajar em autocaravana!








Porto Côvo, por seu turmo, continua igual (e diferente) no que se refere ao autocaravanismo. Ao que parece já ninguém procura a vila para pernoitar. Por mais proibições com ou sem luvas de pelica , as falésias continuam lá, à espera das AC que dela fazem a sua quinta, mansão , hotel. Também a “Praia dos Gatos” , a uns escassos metros da Praia Grande, parece ser agora a eleita.






Uns mais pacatos dormem ,ou tentam dormir a sesta ,enquanto outros considerados os reis do “pinhal” , tocam ruidosamente concertina ; outros “acampam”; outros estão, chegam, partem.






Para mudar um pouco o registo, desta vez decidimos “inaugurar” também o outro lado do autocaravanismo: inaugurar não seria o termo literal já que estar em campings é uma possibilidade que nem nos choca nem é uma prioridade. Mas estava na hora de nos baptizarmos em Zmar, pelo menos uma primeira abordagem. Breve, breve a “publicidade” AQUI!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Diários de viagem




Ao longo destes oito anos de viagem em AC, o acto (ato ??!!) de escrita tem ocupado páginas de folhas macias, recicladas , com linhas , sem linhas , mas sempre em branco, , claro, pardo... só a tinta , umas vezes preta outras lilás, percorre suave ou asperamente o levemente matizado papel .
Para isso é preciso viajar, olhar, sentir cada esquina, a maior parte das vezes num querer “sentir tudo de todas as maneiras” , com um nervosismo diário à flor da pele, sem conseguir estar quieto ou parado, porque tudo é novo, tudo é diferente e o tempo voa...
A maior parte das vezes o que se regista nem é tanto o que se sente, mas o objectivamente feito e observado. O resto fica gravado noutras folhas , noutras páginas que só o viajante conhece ou sente ou respira.
Seja como for , entre aquilo que vejo e o que sinto no viajar , algumas impressões estão gravadas em papel, por isso, já lá vão três diários, este - último - alusivo a Austrália (um sonho adiado...) será o quarto e iniciou-se neste mês de Julho.
A viagem de Julho já lá está registada, para passar a limpo para outra página, desta feita menos de papel, mais de tela e mais de blogue e mais de world wild web.
Diário I


Diário II (Alsácia e ao longo do Mosel e Rhein)




Diário III




Diário IV

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Wind, windows






O vento sopra,
a brisa suave afaga ternamente o cortinado de seda e deixa transparecer, por segundos, uma sombra.
Por detrás da janela, um vulto.
Por detrás da cortina de seda, uma vida.
Creio que uma janela ainda consegue ser mais poética que uma porta...
As de Marrocos também.



Algumas são também sérias, como convém às que testemunham estórias graves de famílias que labutam com afinco (Fez)


Outras têm um ar mais arejado, à espreita do mar e das eternas férias (Azilah)




Lembrando o branco algarvio (ou será o contrário)?


Acusando alegria da música árabe...




Brincando com as silhuetas





Revelando um ar triste e viúvo, por detrás da burka...




Dias festivos de uma moura aprisionada...



Sol, maresia, mistério .