sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dias 14,15, 16 - Munique com sol, cerveja e outros ingredientes



Certamente que não acrescentarei nada de novo sobre aquela que os tablóides designaram como uma das melhores cidades europeias para se viver. Apesar disso, Munique não constituiu a cereja no topo do bolo na lista das minhas preferências citadinas europeias (possivelmente opinião não partilhada por todos estes viajantesdecasaascostas). Cereja ou não, Munique revelou-se, ainda assim, um bom e delicioso bolo. Seguem os ingredientes que visitámos e saboreámos:

Surf no rio – estava eu à espera de encontrar os famosos surfistas no rio Isar, ou no Eisbach, em plena Munique, mas não foi preciso tanto. Depois de estarmos quase 12 horas encerrados no camping Thalkirchen devido à chuva, quando metemos o nariz cá fora, no rio que ladeava o parque (creio não ser o Isar), deparámo-nos com homens e mulheres vestidos à tubarão, alegremente surfando nas ondas do riacho e da chuva. Com a praia mais próxima só no mar Adriático, em Itália, não admira, portanto...












Arte na Pinacoteca – a Pinacoteca é uma larga zona com Arte (museus) para todos os gostos, desde o período clássico à vanguarda. Apesar da Moderna se revelar, na aparência, um chamariz aliciante, acabámos por optar pela Nova (do século XVII ao XX) para nos deliciarmos com Van Gogh e outros originais, como estes que nos encantaram e que por lá moram:



Sunflowers, 1888



Fernand Knopff,
I Lock my door upon myself, 1891
Puvis de Chavannes, Girl by the sea, 1882

Gustave Klimt, Music, 1895

Jogos Olímpicos, 1972 – já lá vai um tempinho, mas a zona olímpica, a norte de Munique, continua activa e vale a pena uma visita... apesar de estar pirosamente transformada em feira popular e feira de souvenirs desirmanados. Mas o espaço exterior com o seu design modernista e artificial tem algum charme, assim como, na óptica destes fanáticos de natação e do pólo aquático, a piscina olímpica!







Verde, verde jardim – o “Jardim InlLês”, na esteira do Hyde Park, em Londres, mas de menor dimensão, abre-se ao convívio e alegrias, assim que o sol se abre. Foi o caso, felizmente. “Depois da tempestade, a bonança” para podermos apreciar as multidões nas relvas, nos caminhos, nos atalhos, e, sobretudo, no largo espaço e esplanada de Chinesescher Turm, bebendo as largas e altas canecas de cerveja, pois então!




Ou não fosse o pagode um Biergarten! Aliás, em redor tudo rima com cerveja, até as voltas em círculo das bicicletas-bar. “Se conduzir não beba”, não é lema ali ..








Para além das voltas e reviravoltas bebericando, só mesmo outros efeitos do sol: o acto de tirar em pleno toda a roupa do corpo, à excepção dos piercings...




Cerveja, cerveja, cerveja loura – fora o o pavilhão chinês, outras opções festivas se encontram. Ao ar livre e ao sol, o mercado de Víveres, bem diferente do primeiro dia. Viva o Agosto, bota acima, bota abaixo!





No interior, paragem obrigatória, a já publicitada Hofbrauhaus. Se no primeiro dia foi só um cheirinho, desta é que foi; loura caneca alta, o pão típico alemão enrolado e enfeitado (pretzel) e umas boas salsichas (wurst) gordas e suculentas!






Não esquecer de subir as escadaria e admirar o Salão de Festas, (onde o tal senhor de bigode aproveitou para divulgar o Nacional Socialismo , não era falho de gosto, o fascista!). Se se tiver a sorte de dar de caras com a música e o folclore bávaros ainda melhor...

Outra hipótese, menos aparatosa, é a Spatenhaus:




E, em qualquer canto, a Paulaner.




Quem quiser mais do mesmo , em Outubro, Munique está em festa e todos os anos se repete..



Igrejas e mais igrejas e outros monumentos – como nem só de copos vive o homem, muitas torres, sinos e arquitectura barroca se destacam. Para além da catedral, escondidinha numa rua comercial, destaco aqui a igreja de S. Nepomuceno.





E também a área envolvente de Residence Museum, como a Ópera.



Ópera
De caminho, tropeçámos, no Residenz, com uma mostra de vinhos e música ao vivo.




Modernidade e luxo – a zona da bóemia ou dos artistas,Schwabing, movimentada e cheia de restaurantes, é um bela opção para caminhar, simplesmente pelo prazer de apreciar hábitos e costumes.




No lado oposto da cidade, há também a possibilidade de dar de caras com as instalações da BMW e de fantasiar uma viagem, acelerando.




Luxo, só mesmo na rua mais cara de Munique, em lojas de renome e hotéis esplendorosos.



Os habitantes perfumados e endinheirados ali, em Maximiliamstrasse. Talvez excêntricos...



Marienplatz – e, tal como começámos, fechamos o círculo, encantados com os a dançarinos do relógio, com as flores e alegria da praça central da cidade, capital da Baviera.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Dia 13 - Munique, 1º impacto

Às 7.00 horas da manhã o sino badalou sete vezes! Estava na hora de largar o campo e partir para a cidade.
Para primeiro dia na capital da “Bela Baviera” nada como uma recepção húmida, borrifada e outonal ... em pleno Verão.
Havia primeiro que escolher o lar, e o lar, regra geral em cidades grandes, significa camping, neste caso Thalkirchen, o mais económico e de instalações razoáveis para uma estadia sem luxos (há que ter sempre à mão, ou não, umas moeditas: para o duche, para a net,para as máquinas de lavar e secar roupa, para o café ,para o pão...) .
Mas a chuva resolveu engrossar e tanto choveu que só por volta das 16.00 nos lançámos ao caminho: primeiro bus até à vila (Thalkkirchen) , depois de metro até Munique (9,40 bilhete de família, para um dia!).
Para primeiro passo em Munique, nada mau, uma saída logo ali em Marienplatz para dar de caras com a visão transcendente e de cortar a respiração da Old Rasthaus.





Os bonecos dançarinos, que só vimos a dançar no "show" das 21.00.

E a estreia foi mesma esta: percorrer alguns locais mais estratégicos para depois se aprofundarem nos dias seguintes.
A movimentada Kaufingerst ( mesmo com chuva as pessoas adoram consumir), a Dom (em limpeza),

a praça dos víveres (Viktualienmarkt), azafamada a recolher toldos e quase sem vivalma ... pensámos nós: “deve ser bonita num dia solarengo de Agosto... .



O pior é que era Agosto e, ou fosse pela chuva ou pelo ar cosmopolita tão igual a tantas outras cidades europeias, lamento informar, mas a cidade mais vivida e procurada de 2010 não me atingiu de imediato...
Só um salto ao ambiente alegre e contagiante da cervejaria Hofbrauhaus é que ainda assim me cativou um pouco. Lá dentro uma orquestra animada tocava, todos bebiam e cantavam a altas vozes. Cheers, outra vez!




Uns bebem, outros passeiam pelos corredores e salas

uns tocam e bebem, tudo ao mesmo tempo

outros trabalham e riem

sempre a música


E até garfos nos tectos

Também o Hard Rock Café transbordava de energia, das paredes, dos pratos com nacos de carne suculenta (HUM!!!) , das altas canecas plenas de cerveja...

Sob o olhar nostálgico dos famosos


E dos vivos que os recordam...

sábado, 27 de novembro de 2010

Cheers Baviera!!!



Cheers, Baviera!
Aquela imagem ficou parada e registada na minha mente fotográfica desde 2004. Um fundo totalmente verde, na vertical e na horizontal, no elemento terra e no elemento água, cortada por vermelhas cúpulas ogivais e redondas. A capa dizia: “Volta do Mundo – Bela Baviera”. Folheando as páginas, entrava-se num reino de fadas, onde a protagonista era a bela natureza.
Foi este o nosso segundo dia à laia da peugada atrás de Paulo Gama e Luís Filipe Catarino, os viajantes da Volta ao Mundo, depois da descoberta do comboiozito.
Este segundo dia foi finalmente o grande dia, o dia da descoberta da imagem da capa, o tal reino verde, pintalgado de cúpulas vermelhas. Depois de uma noite tranquila ao lado do cemitério, voltámos novamente a território alemão, com a mira em Berchtesgaden, segundo os viajantes da Volta ao Mundo, um reino de festa, cerveja e alegria nas ruas. Como a zona de AC estava em obras, decidimos voltar mais tarde e seguimos os sinais que puxavam para o lago Kognissee, apenas a 4 Km. A estrada termina sem saída, ou se volta para trás ou se estaciona num longo parque de estacionamento com parkómetro à hora, com ruas e ruelas de carros , AC e autocarros.
Apesar de tanto desejar “tocar” na foto que me perseguia, não percebi que era ela que já ali estava, a escassos metros. Primeiro atravessa-se uma pequena povoação com típicas construções alpinas: telhados e rendas de madeira nas varandas, flores alegres, montes verdejantes à volta.



Com
o não me parecia que fosse já ali, também me surpreendeu encontrar o “ninho de águia” sobre o qual havia apenas lido.


O “Ninho de Águia” (The Eagle’s Nest) foi a residência construída propositadamente para o Fuhrer Adolf Hitler, que mal se gozou dela, devido ao seu medo de alturas, imagine-se!). Ele ali estava, discretamente indicado num daqueles binóculos verdes que comem moedas de 1 ou 2 € se para lá espreitarmos. De facto , a construção mal se via, lá no alto do cume do monte Kehlstein. Acessos só por estrada às curvas (e de bus) e depois, ou se escala a montanha ou se penetra o interior da montanha através de um elevador. Como não sou fã da criatura, bastaram-me as visões cá de baixo e foi o suficiente para que Hitler se começasse a instalar, a partir dali, nos nossos temas de conversa.
Depois das casas de madeira (todas elas alternando entre hotel-restaurante-loja de souvenirs) lá estava Ele a consumir-me as forças, a engolir-me , a gritar-me “PÁRA!”.
Era o lago Kognissee, verde, verde, verde, três vezes verde!!! Uma visão sublime que nem as fotos conseguiram registar. A estragá-lo uma fila gigante contorcida em três. Os guichets anunciavam o tal passeio pelo lago, até às cúpulas – igreja de S. Bartolomeu – numa volta de 2 horas, ida e volta, num barco de recreio. O tal em que o marinheiro toca uma corneta dourada que ecoa pelas paredes concâvas e verdes do lago. Mais infernal era ainda o colossal preço: 32,50€ por família! Num puro acto de sovinice do qual me arrependi até hoje, recusei-me a pagar as três notas e optei pelo percurso pedonal, 20 minutos a pé, engolidos pelo verde e pelos trilhos, até chegar a um miradouro donde se avista, lá bem lonnnnnnnnnnnnnge, a vermelhidão das cúpulas e a brancura das paredes da igreja.











Quem se lembraria de construir no seio do nada que é tudo, só acessível por barco ou pelos ares dos falcões e águias (claro que por montanha também seria uma boa opção para sovinas...)? Só mesmo frades de há muito tempo atrás ( 1134) em homenagem ao referido santo, padroeiro dos agricultores alpinos e ainda hoje motivo de peregrinação anual no primeiro sábado, depois de 24 de Agosto.
Fala-se também do eco naquele vale côncavo e fala-se para o ouvir. Muitas eram as vozes e sons que andavam gritados pelo ar...





Por causa do estacionamento limitado pelo tempo, acabámos com as belas vistas e recuámos até Berchtesgaden. Teria sido também a qui que Hitler optaria por veranear (ou invernar), já que a subida ao “ninho” não era o seu forte.
Berchtesgaden é uma cidade pacata e extremamente simpática. Infelizmente, não vimos animação nem a banda a tocar. Mas as paredes, com as pinturas em trompe d’ oeil eram uma verdadeiro festim para a lente fotográfica.
















A praça principal também , com as suas fachadas a evocarem a história dos jovens da terra na 1ª e 2ª Guerras Mundiais. Mais uma vez Hitler não nos largava...










Para além do passado retratado nas paredes, é também visível a preservação dos costumes que vêm do passado até à actualidade.







O dia ia longo em emoções . A luz, na Alemanha, em pleno mês de Agosto, parece , porém, que se apaga cedo. O céu, apesar de serem apenas 17.00, já parecia o nosso outonal das 19.00, o que nos levou a procurar hotel....




minto, LAPAC (local aprazível para AC).
Intuitivamente, voltámos na direcção de Schonau- a-Kognissee e achámos mais uma pérola de radiante beleza verdejante. Haverá ali algo que seja feio?
Apetecia um mergulho na piscina local, mas o dia parecia terminar para os alemães. Ao lado da Rasthaus uns vizinhos petiscavam e estacionámos a seu lado. Um belo sítio, sem dúvida (N 47º 36’ 20,6’’ E 12º 59’ 8,7’’ ), para ficar, dormir e sonhar.


E nada como terminar o final da tarde estreando um dos ex-libris da Baviera alemã: uma fresca e saborosa cerveja numa agradável Bieregarten.
Cheers, Konigssee! Cheers, Baviera!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Enquanto espero...



Enquanto me inspiro para que as palavras rimem com a imagem , aqui fica um dos locais que mais me inspirou nestas férias antes de partir , no "durante" e agora, meses depois.

Alguém se aventura a escrever sobre ele, para além de mim que aguardo a Musa?!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mais uma lição de História em Mérida

Desta vez o pretexto para ir até Mérida foi outro. E bem diferente.
É certo que a Casinha não viajou, mas viajámos nós e ela esteve sempre presente, em muitas conversas, em comparações, em motivos, em revisitações.
Desta vez, um ano depois de uma visita em AC também em Novembro, o motivo foi cultural. Mais concretamente a representação portuguesa de uma peça inglesa, curiosamente em território espanhol. A representação do nosso grupo , SOIR, Joaquim António d’ Aguiar; a peça “Sonho de uma noite de Verão” , do grande Mestre William Shakespeare, num intercâmbio transfronteiriço que este ano se inaugura. Trocas e bel-trocas entre Mérida-Badajoz-Évora.


A peça
Trocas também de línguas e linguagens, de culturas, estórias e já se sabe, porque estávamos em Mérida, de História.
Enquanto o cenário da peça se ia transformando: de pau, ferros, tecidos e escuro em árvores, floresta encantada e semi penumbra encantatória,houve quem fosse guiado pelo “maestro”, actor e organizador Pepe, de Emerida natural.
Primeiro um passeio ao longo do Guadiana, passando pelo antigo “molino” agora transformado em albergue de peregrinos a “caminho de Santiago”. Pelo caudal do rio igualmente alentejano, novos percursos para os amantes de jogging, ciclismo amador, pesca. E também desporto. E SEMPRE, SEMPRE, restos de muralhas, antigos caminhos romanos, pontes velhas , pedras!


A ponte não inteiramente romana e os muros da Alcazaba
Não são umas quaisquer pedras, é certo, é a presença secular de uma grande e espectacular civilização, de Roma até aqui!
Muitos cantos já não eram novidade, desta vez vistos de fora e noutra óptica, como o Alcazar, o Tempo de Diana , agora recontados através das estórias de Pepe, um amador de teatro e da sua terra e suas histórias. Ali , frente ao tempo homónimo de Évora, contou a estória de Santa Eulália, a santa mártir tão apreciada pelos cidadãos da terra. Podem não ser muito católicos, mas ao que parece qualquer emeritense que se preze acredita na sua santinha. Segundo a lenda, por defender o cristianismo, foi trazida pelos romanos de uma localidade onde morava, perto de Mérida, para ser mutilada e sacrificada, mas foi trazida desnuda. O milagre fez-se quando a névoa decidiu tapar a mártir , ocultando as partes despidas da pobre Eulália. O dia da padroeira comemora-se a 10 de Dezembro e cada vez que as névoas se repetem (e em Mérida há muitas), chamam-lhe as névoas da Santa.
A rua mais movimentada e comercial de Mérida( a de Santa Eulália) é paralela à do antigo Fórum da Lusitânia, onde se encontra o Tempo de Diana. Um ano depois, algumas novidades: no apertado recinto, constrói-se agora , à volta do templo, uma espécie de fórum numa tentativa de recriar o passado. Ao que parece está a gerar controvérsia. O que nos foi dado ver, ainda em construção, não abonava em nada a favor do espaço, mas daqui a um ano pode ser que a visão seja menos agressiva.
Conhecemos ainda o outro fórum, o local, mais um recinto cercado de um muro de arame e fossos com pedras sempre por escavar. As esculturas e motivos originais encontram-se no Museu, na parede ao fundo.


A parede do fundo

As sete colunas que dividem as sete alas em comprimento do Museu, foram feitas à escala e dimensão do Arco de Trajano, no centro da cidade. Lá parámos também, sem nos apercebermos da real dimensão desse arco do Triunfo, porque debaixo dos nossos pés se encontra a estrada romana, soterrada , elevando o piso muitos metros acima daquilo que era no passado.




Museu da Cidade e os "sete arcos"
Desta vez não entrámos no anfiteatro nem no circo, mas fomos passando, ouvindo a História, confirmando e preenchendo outros relatos com sillas, Augustos, termas e aurigas.
Não fomos ao antigo reino da arte de representar, mas pisámos, claro, uma moderna sala de espectáculos, a sala Trajano, onde, nuestros hermanos nos receberam e aplaudiram.

Da actualidade, atravessámos a ponte Lusitânia , da autoria do arquitecto Santiago Calatrava, uma ponte original pela qual os peões circulam no meio e no plano mais elevado, enquanto os veículos circulam dos lados. À noite, a iluminação reflecte-se poeticamente no Guadiana. Do outro lado, cresce uma mais moderna Mérida. Do lado direito, o Palácio dos Congressos , um cubo que exibe o traçado da planta da cidade como se fosse vista do avesso, brotando para fora das paredes.
Ponte Lusitânia
Do lado esquerdo, a Biblioteca Municipal, no seio de um amplo espaço verde, onde a escultura de 7 gigantescos livros evoca a lenda das “Sete Sillas”.

Lá ao canto o Palácio dos Congressos

Uma palavra ainda especial para a simpatia dos anfitriões que nos regalaram o paladar com uma espectacular paella em pleno ar livre, num improvisado e salutar pic-nic , paredes meias com a planície da Extremadura e do Guadiana.






E ainda algumas curiosidades: como saber que na Extremadura espanhola existe a profissão de cortador de jamón... com direito a conferências e tudo...
Ou que Pepe é o mesmo que José;
ou que Guillermo e Guillerme podem ser duas assinaturas reconhecidas e assinadas pela mesma pessoa, só porque se é espanhol, só porque se é galego (da Galicia!);
ou que presunto não é evidentemente o mesmo que jamon, porque “presunto” pode ser ladrão ou até assassino: “el presunto (presumível) ladron”, “el presunto assassino” ;
ou que aqueles nuestros hermanos de Badajoz são como nós , amantes de Porto Côvo...
Ficou a saudade da casinha sempre revisitada. Na nossa quinta onde o bus estacionou e nós a relembrámos. Quando a noite chegou e nos vimos confinados a uma camarata fria e inóspita, de um albergue juvenil. Quem nos dera o nosso capuccino quentinho e cheiroso!...



o grupo ibérico

E um especial agradecimento aos fotógrafos aqui autores: Esther, Filipe e Liliana!!!