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terça-feira, 21 de abril de 2015

Áreas de serviço e outros poisos para autocaravanas… no Algarve





Uma área de serviço para autocaravanas , como o nome indica, tem como objetivo servir as necessidades básicas de uma autocaravana, ou seja, despejos de águas sujas e sanita química e abastecimento de águas limpas. Somente isto. O que implica um ponto de água para abastecimento e outro para despejos. (Outros serviços são dispensáveis, quem tem uma autocaravana é conhecedor da sua autonomia: energia solar,  w.c. , cozinha, camas, … )
Aliada a estas funções e porque é grande a controvérsia sobre pernoita de autocaravanas na via pública (e ainda porque se torna seguro para autocaravanistas) , uma área de serviço pode constituir regra geral um ponto de paragem e de pernoita. Em França e na Alemanha abundam, aqui, em Portugal, começaram a nascer e agora já são algumas.  A luta continua com pequenas associações que tentam elevar o conceito no nosso país, convencendo autarquias desta mais-valia; mas, por outro lado, erguem-se as barreiras dos parques de campismo que torcem o nariz ao novo fenómeno.

Alguns particulares, no entanto, estão de olhos bem abertos a esta fonte de receita no âmbito turístico. Refiro-me a “Algarve Motorhome parque”, com duas áreas de serviço em solo algarvio: praia da Falésia (Lat: 37.090358, Long: -8,160443 | 37º05'25 "N, 8º09'37" W )  e Silves.



área de limpezas


Com a nova casinha , a nossa Beni, estávamos em maré de estreias, por isso fomos estrear ( apesar do parque já não ser estreante) o primeiro deles. Uma belíssima e extensa área, com parcelas individuais de 60 m2, água e luz em pequenos pontos “privados”, e ainda a possibilidade de duche de água fria ou quente (máquina, 0,50 cêntimos) e internet ( cada vez mais condição essencial!). Ah! E máquina de lavar roupa e secar! (muito importante para quem aqui mora desde o natal…) . Tudo isto com sombra , debaixo de uns simpáticos pinheiros e com a praia a 500 metros , com direito a acesso quase privado pela mata de pinheiros. Na realidade, trata-se de uma espécie de parque de campismo, com as condições básicas e essenciais para este tipo de viajantes e pela simpática quantia de 8 € dia. 


duches de água quente

de água fria



 atalho praia

lavandaria e receção


A procura é grande (pelo menos foi-o na semana da Páscoa), ao que parece alguns autocaravanistas fazem dele o seu segundo lar (constou-me que alguns já ali estavam desde o natal). Obviamente que estes residentes não são portugueses, trata-se de uma massa forte de gente de outras nacionalidades, mormente alemães e franceses jubilados , que elegem este reino de sol como sua pátria. Uma vez que este tipo de turismo, itinerante por excelência, não devia ser compatível com estadias tão prolongadas, atrevo-me a dizer que estas áreas se tornaram em novos parques de campismo para autocaravanas imóveis, o que se comprova pela quantidade de carros e motas ( e até carros alugados) que estes autocaravanistas trazem colados à casa. Para isso, haveria solução, muitos áreas preconizam uma estadia máxima de 48 horas, mas , por outro lado, também é sabido que se não forem eles a estar 6 meses ou mais em Portugal, não serão os portugueses a fazê-lo. 


                                                                         gente que faz sala....

Em menor escala, isto é, com menos condições e menos beleza, surgem outras áreas menos elaboradas: a de Portimão, por exemplo, onde por 2,50 diários se pernoita (e estaciona igualmente durante meses) no alcatrão ou em terra batida, com um sistema de despejos mais artesanal e o abastecimento de água por 2 € os 10 litros, numa largo espaço, bem situado, mas sem tanta privacidade e segurança. A visão na Páscoa era esta:


Mesmo ali ao lado, em Ferragudo, se se quiser poupar dinheiro, outras tantas lá “habitavam” sem custos. E Ferragudo merece,sem dúvida um dos locais mais bonitos de Portugal.




Ferragudo



                                                             No outro lado, Portimão.


Mais pequeno e familiar, o parque de autocaravanas da Galé ( perto de Albufeira), um conceito mais familiar de área de serviço, na quinta dos próprios proprietários, inclusivamente com uma esplanada caseira e um tanque-piscina bem agradável.




Saindo fora da zona de Albufeira (também agora com um ponto para AC no Lidl), outros “poisos” sem custos se encontram. Gostamos sempre de dar um salto à simpática praia da Marinha. Ali, local aconselhado por um alemão autocaravanista já há uns anos atrás, descansa-se, está-se e pernoita-se.


Para lançar a polémica que os portugueses tanto adoram: alguns até abrem os toldos e poem cá fora as mesas. A GNR passou e nada disse, mentira, passou e nada disse quando ainda não havia mesas, o que só aconteceu à noite com uma “excursão” de espanhóis. Atrativo especial desta zona: o percurso pedestre dos Sete Vales Suspensos , alguns quilómetros por entre plantas autóctones variadas e deitando o olho e os ouvidos pelos inúmeros algares. Dali até à quase inacessível ( por AC) praia de Benagil, uma autêntica praia de pescadores , é um “passinho”.


Ao longo do trilho...


 Benagil, lá embaixo




É isto o novo Algarve: ou poisos ou áreas de serviço… para todos os gostos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Um sonho realizado



Aos poucos , já com a idade a avançar como é o caso, certos sonhos que já julgávamos utopias passam a concretizar-se. Este era especial, não certamente o mais difícil de atingir, mas ainda assim só a meio de um século de vida teve lugar neste calendário vivencial. Paral além disso, foi revestido de um invólucro de surpresa que se arrastou durante três dias. O invólucro era literalmente um envelope que dizia “Só abrir sábado”.
Na véspera da possível abertura arrastaram-me então na autocaravana até ao Algarve. Longe de imaginar fosse o que fosse, deixei-me ir, sem compreender o que de tão surpreendente me reservaria uma parte do país com a qual não nutro amores de maior.
Lá chegados, e depois de uns zunzuns,  percebi que tinha de ser forçosamente na zona de Albufeira. Nem assim nenhuma luz se acendeu.
Por questões económicas (foi o argumento) pernoitámos estacionados no parque do Zoomarine que agora permite a pernoita a AC. Nem assim acordei. Só à noite, durante um passeio com a nossa amiguinha de quatro patas (sim, porque ela também foi  naquele que seria o seu passeio número dois, de outra forma nem me arrancariam de casa…) é que o véu se começou a destapar.
No dia seguinte fui acordada cedo, com a ordem de vestir o fato de banho e abrir o envelope, claro. Não, é evidente que não seria um mergulho na piscina do Zoomarine , apesar de tal também estar contemplado. A surpresa envolvia o sonho de poder tocar e conviver alguns minutos com os animais mais simpáticos e  envolventes de sempre, os golfinhos,  e a surpresa intitulava-se “Dolphins emotions” .
As emoções foram de facto imensas, num dia, que por sinal até era o dia do Animal, e que apesar de efémero, foi extenuante em emoções. Escrevo agora sobretudo sobre o episodio, porque  os  sentimentos,  esses,  ficarão sempre reservados naquela caixinha íntima, minha  e de quem me acompanhou na surpresa, aventura daquele dia, no fim de semana passado, dia do animal.

Ficam as imagens de um momento único …


O momento mais forte: um golfinho só para mim (Hamlet)


O grupo a conhcer Hamlet


Beijinhos




A dança


Carícias




Hamlet e Apolo


 Hamlet a sorrir




Bora lá !!!!!!!!!!!!!!


E também como tornar um simples sábado num dia de variadíssimas e simples experiências…  no  fim do dia , o passeio com um outro animal bem parecido com o golfinho, tirando a parte da areia e por enquanto da água. Não mergulhou nas águas do Atlântico (por sinal neste mês de Outubro com uma temperatura de encantar) mas atirou-se  de corpo e boca à areia como se fosse água. O seu primeiro dia de praia em liberdade, gastando energias, na praia dos Salgados.










Depois de tanta correria uma noite de sono de 8 horas seguidas no parque para autocaravanas da Galé, ela e mais quatro de nós.



Domingo seria o dia de cair na realidade. Sempre foi um dia desesperante , desde que me lembro de mim como trabalhadora do Estado. Seria outro sonho que gostaria de realizar: combater a angústia  e peso morto do domingo (ou deixar de ser trabalhadora do Estado?).
Ali, na Galé, com tantos franceses e nórdicos com ar de quem nunca mais terá de picar o ponto ( e não era só o ar, não picam MESMO!!!) bateu-me forte o peso morto.
Zarpámos até uma praia que não conhecíamos (no Algarve há tantas que há sempre essa possibilidade): Olhos d´Água, onde dezenas de turistas e reformados aproveitavam um Agosto tardio. Escondemo-nos numa praia menos concorrida e recatada e se ontem foi o batismo de areia para a nossa cadelita , hoje foi o mergulho no mar. Incrível como numa primeira aula já sabia nadar …




afinal golfinhos e cães são mesmo parecidos .

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

As folhas novas do calendário


Saímos à procura do sol. Creio que antes da folha de 2013 voar e de passar para a seguinte, só o Algarve tinha sol  e ainda assim a breves espaços.

Contudo, e como sempre no nosso inverno à beira mar plantado, os autocaravanistas nórdicos faziam deste nosso solo o seu lar.
Ironicamente no solo onde no verão procurei pousar, na altura fechado a autocaravanas porque era mais conveniente uma discoteca ao ar livre, instalava-se agora uma verdadeira cidade de casas rolantes com “quintais, estendais, cadeiras ao léu, e com direito a água e luz (4,50€ dia + 2,50€ luz). O local é  Manta Rota, para quem não reconhece a conversa.


Depois de Manta Rota fica Cabanas (local não simpatizante com autocaravanistas) , com a sua passerelle ao longo da ria, lá longe o mar , apenas a umas “remadelas” do barco - táxi . 





Oculto entre o estranho arvoredo fica o Forte de S. João da Barra, em forma de estrela, nascido a 1656 por questões militares, nesse tempo propriedade de um conde e atualmente  empreendimento turístico.






Depois de Tavira,  outras praias agora desertas (por que será que bem mais apetecíveis do que no verão?), como a do Barril. Percorremos o caminho do comboizito a pé. Areia, mar, vento, nuvens e um ar ameno , aberto a piqueniques... E uma zona não amante de autocaravanistas (ao lado do empreendimento Pedras del Rei), mas onde ainda assim eles estão sempre (sem água, nem luz).






Entre as duas praias a eterna Tavira e o rio Gilão. Os foguetes soaram, as folhas do calendário passaram. Quase sem nos apercebermos o tempo voava e já estávamos em 2014. Alguém consegue comer as passas? Eu não, talvez por isso os meus desejos caiam em saco roto. Talvez sim, talvez não. A banda toca no coreto, recorda-se o passado nas letras e melodias da juventude, perpetuam-se depois nos mais novos que também cantam. A esperança reacende-se, amanhã é novo dia.




Volta-se a folha, “olá, 2014”: capital do algarve, dizem, Faro. A parte antiga no sossego de janeiro:  “vila adentro” ou parte velha. Uma larga Muralha com 4 portas, a mais importante, o Arco da Vila. No seu interior o amplo terreiro, outrora fórum romano, com a (Câmara Municipal , o palácio episcopal com os seus telhados triangulares, um convento e a peculiar Sé do séc, XII… fora das muralhas , a marina , o ar ameno do sotavento algarvio, o  sol a espreitar suave, com preguiça….





Com o novo calendário haverá tempo para escolher qual caminho? pode ainda escolher-se outro norte ou outro sul?