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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Adenda a "E biba o Porto!"

O meu amigo A.D. acrescentou algo às palavras de ontem, que aqui coloco para que conste:

" 
O Porto é uma das Cidades mais antigas do Mundo;

Tem a 3.ª mais bela Livraria do Mundo - Lello
Tem o 6.º mais belo Café do Mundo - Majestic
Tem um dos mais perfeitos e inteligentes edifícios do Mundo - Burgo
Tem uma das melhores salas sonorizadas do Mundo - Casa da Música
Tem o único Parque citadino do Mundo ligado ao Mar - Parque Ocidental da Cidade
Tem uma das maiores construções em ferro do Mundo - Ponte D. Luíz I
Tem um dos maiores arcos em betão do Mundo - Ponte da Arrábida
Tem uma das maiores Torres do Mundo construídas em granito - Clérigos
Temos a atleta com mais títulos conquistados mundialmente - Rosa Mota
Deu o nome ao melhor vinho do Mundo - o Porto
É portuense umas das maiores violoncelistas do Mundo - Guilhermina Suggia

Agora, a Estação de São Bento foi considerada a 16.ª mais bela Estação
Ferroviária do Mundo.

Não há dúvida de que a Cidade do Porto é uma cidade fora do vulgar !"

Portanto, digo eu, a estação de S. Bento não ocupa o 5º lugar mas o 16º!
E biba o Porto, outra vez!

domingo, 6 de maio de 2012

E biba o Porto!



DE cada vez que vou à Invicta fica-me sempre a sensação de incompletude, talvez porque o Porto seja um mundo infinito de diferenças e variedades :


















começando pela musicalidade do linguajar com os seus ditongos a subir e o seu vocabulário – carago! -; passando pelas casas sombrias e fortes; pelas largas avenidas e pelas estreitas ruelas; pelo eclectismo do velho e do novo; pela serra de prédios, pela ribeira e o Douro; pelo passeio pedestre até ao mar; pelo verde aberto do Jardim da cidade… querem mais?


Desta vez  - a anterior já foi há uns anitos, como o tempo voa – foi um passeio diferente mas igualmente alegre e inspirador. Iniciando-se pela zona da Sé , subindo a rua íngreme do Cativo   , contemplando os seus recantos e estabelecimentos de outros tempos – drogarias, ferrarias, lojas de peles, casas de luz vermelha – até à Praça da Batalha.
Também a zona comercial na rua de Santa Catarina para nos infiltrarmos no cosmopolitismo das marcas e modas (até o filho da imigrante que pedia esmola, jogava ao lado na sua PSP).

Também um salto até aos Aliados para respirar largueza e ver passar o eléctrico para a seguir contemplarmos uma das cinco mais belas estações de caminho de ferro da Europa( nas palavras de A.D, perito em viagens pelas linhas férreas ) e não resistirmos a mais um marcador do tempo e a nomes que implicam partidas e chegadas: estação de São Bento.










E, como em “Roma, sê romano”, nada como uma francesinha (não deveria ser portuguesinha?!) para tapar a boca que dá horas do estômago. Seguindo o conselho de uma filha da terra, só no “bufete Fase”, pois então, no centro , logo ali na rua de santa Catarina , em Santo Ildefonso.
Um senão portuense: estacionar autocaravanas não é o mais fácil e prático. Ao longo do rio alguns lugares e espaço, ainda assim sem ter a certeza da segurança. O parque de estacionamento da Alfandega  com sinal de proibição a AC, por isso fomos ao longo do rio até  à Foz onde a Casinha ficou todo o dia sem problemas e onde à noite dormimos o sono dos justos, para no dia seguinte acordarmos, aproveitarmos o sol numa esplanada a ver os barcos passarem e a pôr em dia as conversas do/com o  pisco (entenda-se por pisco o que quiserem, a piada é familiar , o dito pássaro palrador deve perceber se até aqui voar…).







E biba o Porto!



terça-feira, 1 de maio de 2012

Capital europeia II



De Guimarães a Braga é um pulo, quase que daquela se vê esta “por um canudo”. Entremos pois na 2ª capital europeia portuguesa, a da juventude.

Logo à entrada fomos presenteados, na Avenida Pires Gonçalves (perto do pavilhão de Exposições), com um parque de estacionamento simpático e verde, onde já várias autocaravanas olhavam o riacho em frente. Viemos a saber depois no facebook, pelo companheiro A. Resende,  que esta “zona” havia reaberto ao público AC recentemente. Em boa hora!


Dali ao centro é só subir a Av. da Liberdade e em 10 minutos estamos no coração comercial e monumental da cidade da juventude.

Aconteceu isto na Páscoa, por isso, para além das cores naturais da primavera,


a cidade enfeitava-se com a cor da paixão, com as flores dos altares de portas abertas de par em par e ainda com sons e cheiros de uma feira-quermesse logo ali, frente ao café Vianna.




Respirava-se energia que misturava juventude com o espírito da quaresma tão típico desta cidade fortemente católica. A Sé brilhava, por fora animada por canais televisivos que reportavam a iniciativa de parceria entre a polícia portuguesa e a espanhola; por dentro, decorada com flores frescas e centenas de velas. A austeridade do sacristão, para não dizer antipatia, não nos deixou, porém, captar nem uma réstia daquele brilho.
À noite, contudo, o “Ecce Homo” com as suas congregações, hierarquias, pecados capitais e virtudes, Cristos e Marias deixou-se fotografar por crentes, curiosos e turistas. Até espanhóis, como se na sua terra natal não fossem as procissões o “pão nosso de cada dia”, pela Páscoa, bem entendido.


domingo, 15 de abril de 2012

Capitais europeias I

A da cultura – Guimarães

Berço da nacionalidade, associada ao nome do 1º, D. Afonso Henriques, Guimarães remonta, como berço, pelo menos no que respeita ao seu ex-libris , o “castelo”, a uma mulher. Pensará o leitor que me refiro a D. Teresa, a Tareja, mãe de D. Afonso Henriques, sovada e preterida pelo filho. Não, refiro-me à condessa Mumadona que, ainda antes, no séc. X, foi responsável pela construção do castelo à sombra do qual se desenvolveu o burgo e onde D. Afonso Henriques veio a habitar e a governar o seu condado.
Só pisando as ruas de Guimarães, a presença forte de Mumadona se faz sentir, na toponímia e até na estátua central que se ergue em sua honra.
 


É também pisando a cidade que nos podemos deixar imbuir do espírito de comemoração da capital Europeia da Cultura 2012. Bem, não tanto como se esperaria porque a meio da semana, era o caso, a respiração cultural é quase inexistente; esperar-se-iam manifestações de rua, cultura a espreitar a cada esquina, para além da natural arquitetónica e monumental. Lançando uma vista de olhos à programação, percebi que teríamos de aguardar pelo fim de semana para algo mais apelativo e ainda assim nem todos os fins de semana.

Guimarães surge, no entanto, de cara lavada e aprumada, à espera dos visitantes que, de facto eram muitos na semana da páscoa, sobretudo espanhóis.

Assim enfeitada para a festa, o mote “Faça parte” espalha-se pelas montras das lojas, que espelham criativamente a adaptação do logótipo original de João Campos.


 
Pontos estratégicos a fazer parte da visita:



. estacionar a AC no Campo do Castelo, grátis (se não se contar a gorjeta ao arrumador) e partir para o castelo, rede de muralhas ancestrais com a sua Torre de Menagem onde ainda se pode subir e admirar, do alto, o vizinho Paço dos Duques de Bragança e  as suas chaminés.


 torre de Menagem
  Paço dos Duques de Bragança

Antes de neste entrar, visitar a capela de S. Miguel, local onde a tradição dita ter sido o batismo do “Conquistador”. Falasse a pia batismal e saberíamos…

 
capela de S. Miguel

No Paço, edifício do séc. XV, pode-se visitar o r/c e o 1ª andar, percorrendo salas, tapeçarias, mobiliários, armas, pintura (aqui o Cordeiro Pascoal, de Josefa d´Obidos) e a capela, uma pequena pérola de madeira e vitral.

O 2º andar, pasme-se, é a residência oficial do Presidente da República e está fechado a olhares de curiosos.


 Caminhando até à urbe antiga é inevitável deleitarmo-nos com as janelas, balcões, ferros forjados únicos e irrepetíveis, ruas, ruelas e largos.









Um deles, o largo da Oliveira, possivelmente um dos únicos do mundo onde uma oliveira permanece estática paredes meias com a Igreja de N. Srª da Oliveira e o Padrão do Salado, evocativo da batalha do mesmo nome.




largo da Oliveira


  antigos paços do concelho

Outra praça, a de Santiago, agora animada por cheiros, sabores e esplanadas ; outrora o sítio onde S. Tiago colocou uma imagem da Virgem Maria.





 praça de Santiago




Mais afastado, a sul, o largo do Toural, hoje coração da cidade, outrora Passeio Público e antes ainda largo da feira do gado. Nele as janelas formam um vitral transparente em tamanho gigante.





 Toural



Fica-se com a sensação que “Fazer parte” é andar pelas ruas e espreitar, numa 1ª vez; 2012 ainda vai no adro e para tudo pode haver uma segunda vez…


Pernoita: Campo do Castelo

quarta-feira, 3 de março de 2010

Aldeias históricas com estórias



Em Freixo de Espada à Cinta a história é quase como uma BD em tamanho grande e a três dimensões.
A 14 de Fevereiro de 2010 ninguém nos contou estórias da vila, esta era um deserto de frio, com dois ou três turistas como nós, a dar de caras com a imagem em 3D.






(Freixo de Espada à Cinta)



Em Mirandela, a história era outra. Demos lá um salt, influenciados por aquela série televisiva portuguesa duma família que vive numa autocaravana (tinhamo-la visto na véspera, no calor da nossa “Casinha”).
Afinal as imagens televisivas revelaram-se mais fotogénicas do que a própria cidade. Mas a alheira da série e a real que comprámos, acabou por se revelar uma fonte de inspiração e de almoço, ali ao lado do parque, logo acima do Tua, onde agora, infelizmente, se fala do miúdo desaparecido.



Mirandela


Mirandela



Castelo Rodrigo impôs-se mesmo sem estórias, imaginámo-las nós dentro das muralhas do seu castelito agora renovado e pelas ruas íngremes e arejadas do lugarejo. Também a lojeca de sabores regionais se impôs pelos cheiros e sabores, nada como um azeite puro e virgem para o pitéu da noite...



Do castelo de Castelo



A capela, bem bonita...


A estória mais empolgante ficou para o fim, na 3ª de Carnaval, depois de um apaladado cozido à transmontana à beira da estrada, no Restaurante Quinta da Terrincha, perto de Torre de Moncorvo.
A dita estória mora mais à frente, em Marialva, “que nome giro, vamos lá ver!”. Lobrigámos de longe o castelo (o frio não convidava à subida alpinista) e pareceu-nos ver, entre a torre e o vento, a veste da bela Maria de Alva que, por terem descoberto ser uma dama com pé de cabra, dali se atirou ao vento. Dali? Da torre , diz a lenda. “Talvez da janela daquela casa!”, dissemos nós.
“Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto”….



Da torre?



Ou desta janela?
Ao longo deste Carnaval e por estes caminhos portugueses dormimos em:
· Sameiro, frente ao fechado Camping do Skiparque, com uns simpáticos figueirenses autocaravanistas que nos acompanharam na pernoita (N40º24’41,6’’ W7º 28’ 07,1’’).
· Vila Flor, no económico e nevado camping (4 €, 2 adultos e meio).
· Na quinta do Sr. Presidente da Junta de Podence.
· Na Guarda, frente à GNR (N40º37’7’’ W7º16’03,5’’)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

As amendoeiras em flor e outras cores



Neste Inverno rigoroso e inclemente, na semana do Carnaval, a chuva, o vento e a neve atacaram o país de Norte a Sul. No Sul apertava o frio e a chuva, no Norte a neve, algum sol e frio. Optámos pelo frio do Norte.


O sol brilhava timidamente, mas ainda assim era alguma luz.
Na serra da Estrela o manto de neve cintilava, a subida até à torre ia revelando uma forte luz branca.







Mais para baixo, do sopé da serra até o Sameiro, os contrastes de cor e o deslizar tranquilo do Zézere e das ribeiras.














E, ao longo do Douro, as amendoeiras iniciavam a sua Primavera em flor.
Os socalcos vinhateiros estendendo-se pela s ribas , com o Douro bem lá ao fundo.





Os castanhos e os verdes em diferentes tonalidades...


(Mirandela)



E sempre, o frio, às vezes uns flocos de neve, em Vila Flor, por exemplo, ao acordar, num camping caseiro de pinheiros , ou em Podence, à noite, no meio de uns casamenteiros Caretos, no lusco-fusco das tochas.





(Camping de Vila Flor)