segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Astúrias, o paraíso natural


(Cangas, a capital do "reino das Astúrias", e centro de partida para qualquer peregrinação ao verde)




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Dediquemo-nos, depois do azul, ao verde. O verde de tons variados, claros, escuros, verdes verdejantes, verdes-verdes.
Falar em verde é penetrar nas montanhas omnipresentes, cobertas de neblina ou inteiramente verdes, na cordilheira ao longo do Cares, nos prados e montes e vales que ladeiam o Sella, nas montanhas e nos picos dos Picos, enfeitados aqui e além de pequenos tufos de neve.


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De todos estes é difícil eleger aquele que mais profundamente nos toca. Sem certezas, e porque terei que iniciar a escolha, decido-me pelos dois grandes lagos dos Picos, o lago Enol e o Ercina, lamentando o facto de não ter chegado a 25 de Julho, dia da Festa dos Pastores que, pela terceira vez perdemos.


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E nada de recusas para a subida até ao Ercina, porque com nevoeiro ou sem ele, o espaço que o abrange é muito mais infinito e sublime.




Lago Enol, depois de subir até ao Ercina

Neve!!!


O nevoeiro


No topo dos dois lagos: o dissipar do nevoeiro




Ercina



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Desta vez, chegar Àquele cume idílico foi bem mais fácil, o que me fez pensar que anos atrás havíamos cometido, sem nos darmos conta, mais uma loucura desmedida ao subir tal altitude na AC esfalfada de cansaço. Graças ao novo sistema asturiano de transportes, o Bus desde Cangas de Onis (7 € adulto; 3€ criança), o percurso foi mais respirável e descontraído.




Ercina


Ercina




Uma paragem por Covadonga



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Contemplar montanhas é outro prazer se lhe adicionarmos o prazer de conseguir subi-las, percorrê-las, senti-las. Chegados a Arenas de Cabrales, não sem antes dar uma olhadela de lente aumentada pelo Naranjo de Bulnes, as setas indicam a localidade de Poncebos. Mais uma vez, é mais fácil estacionar no parque à entrada de Arenas e fazer o percurso até Poncebos de autocarro. Com 3 € ida/volta poupa-se tempo e evita-se a questão de como circular e estacionar em espaços ínfimos.




Espreitadela ao NAranjo (vista do Mirador de Bulnes)



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Chegados a Poncebos, entra-se noutro reino, o das verdadeiras montanhas agrestes e selvagens, o reino profundo dos Picos da Europa, o reino da cordilheira ao longo do Cares.



Ao longo do Cares


O barulho da cascata


É duro...



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Infelizmente, nem todos conseguem vencer a pressão da altitude nem tão pouco a impressão causada pelas íngremes subidas de montes pedregosos e escorregadios… caso fosse possível vencer tais obstáculos (falo por mim, evidentemente, porque muitos o conseguem), o percurso seria uma inolvidável peregrinação à garganta funda daquele canto do mundo, durante 24 km ida e volta, de Poncebos a Caim.


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De forma mais suave há, no entanto, outros percursos naturais, acessíveis a todos, se bem que impliquem o gasto do “vil metal”. Sem pretensões de competir com os heróis do Descenso Internacional do Sella, estes amadores da planície alentejana, bisaram a canoagem ao longo do Sella, desde Arriondas até à última paragem da Escuela Asturiana de Piraguismo, uns simpáticos e divertidos 16 km.





Os protagonistas do dia: seniores


Os protagonistas do dia: juniores


Os figurantes


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Deslizar pelas águas baixas do Sella, implica penetrar noutros matizes de verde, o das águas e dos campos em volta, ansiando pelo desejo impossível de parar o tempo e cristalizá-lo ali.
Para acordar da embriaguez do momento, só mesmo os esporádicos “rápidos” e alguma queda acidental ao rio, depois de um choque lateral com outros amadores, nossos semelhantes na arte de remar.






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Depois de um dia assim, só mesmo um duche e uma sidra fresquinha para coroar o epílogo.







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Pernoitas:
. Cangas de Onis (área de AC – só para 4 AC!!!, com água e despejos):N 43º 21' 8'' W 5º 7' 29''
Apesar da limitação, sobretudo durante o dia (2€), ao final do dia, já sem os guardas do parque, entra-se sem pagar. Dormimos lá 4 noites (intervaladamente), já que Cangas se situa no centro de vários pontos de interesse. Assistimos também a um anedótico episódio que ficará para mais tarde, a propósito de “coisas de autocaravanistas”.
. Arenas de Cabrales (parque de estacionamento, após seta que indica “Funicular de Bulnes”). Muito sossegado, à beira de riacho, amplo. Curiosamente, “acampa-se” no local: mesas cá fora, toldos… sem água e sem despejos.
Estacionamentos e possíveis pernoitas:
. Arriondas (zona ao lado do camping, com relvado e mesas pic-nic)




sábado, 29 de agosto de 2009

O paradisíaco mar Cantábrico



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Entra-se no reino das Astúrias vindos de León e, depois de um túnel algo compridinho, respira-se a sensação que este é outro reino. Chamam-lhe o “paraíso natural” e assim parece ser. A neblina envolve-nos, uma atmosfera límpida e pura, uma brisa verde e suave… será que estou no céu?
Às vezes chove, é certo, mas uma coisa é constante: a temperatura amena e surpreendente do mar, contrariando as informações contidas em qualquer infopédia ou os mitos do norte que possam soprar.
Em asturias-reino-da-criacao-dos-sonhos registámos esse momento, desta vez foi difícil escolher entre os dois lados paradisíacos do reino das Astúrias: o verde natural ou o azul-marinho.
Por pura sorte, porque uns amigos figueirenses haviam alugado uma casa de campo na zona de Lhames, descobrimos uma praia algo sui generis que, de outra forma, possivelmente, não haveríamos descoberto: playa de Guadamía (até lá, para uma AC, a estrada é demasiado fininha). Pequenita e escondida entre duas montanhas por onde corre a foz do rio do mesmo nome, a água da praia vai escorregando até ao mar, ao qual chegamos, ou andando pela maré baixa do rio, ou nadando ao fim da tarde com água até à cintura.



praia Guadamía com maré vazia




o mar a entrar na praia


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A paisagem, cársica, oculta ainda outro fenómeno, os “bufones”, saltos de água que vêm subindo pelo interior das rochas, até serem sopradas por orifícios respiratórios que, no Inverno, chegam a atingir mais de 20 m de altura (algo similar aos géisers). No Verão, sentimos o respirar do mar mesmo ao nosso lado, fazendo-nos caminhar com cuidado, porque mesmo com areia ou pedras ele está a pulsar mesmo ali, soprando debaixo de nós. Para sentir todo este pulsar existe um percurso pedonal de alguns kms que bem se pode apreciar durante minutos ou horas.



bufones debaixo dos pés



cuidado com os bufones!!!



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Mas, para além de encher a visão e o ouvido, o mar Cantábrico também serve para se sentir. Eis algumas praias absolutamente divinais:
playa do Toró, em Lhanes. Aí, pequenas rochas em forma de cones, fazem lembrar construções de areia infantis e desarrumadas. O mar pode apresentar umas ondas saborosas para saltar e gritar “Onda, onda” (os espanhóis gostam muito deste efeito sonoro…).




"construções" na Playa Toró


-->E, já que se está na praia, sugere-se estacionar no Parque da mesma, ocupando um só lugar (a multa, mui célere, é de 60 €), e passear até ao centro da vila. Simpática, com comércio para desfrutar e um belíssimo Paseo de kms no topo do monte.




cais em Lhanes



Lhanes

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Para o apreciar nada como uma boa cadeira e a possibilidade de, olhando para o lado esquerdo, estremecer com o verde natural; olhando para o direito, vibrar com o azul-marinho.




Passeio marítimo Lhanes





Passeio marítimo Lhanes


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No regresso, parar numa das animadas esplanadas, convivendo com espanhóis, sidra e percebes, é um petisco a não perder.

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Outra praia, quando a mim a número 1 do top, é Arenal de Moris (asturias-reino-da-criacao-dos-sonhos). A franja da alcatifa verde a cair sobre a areia dourada é uma das imagens que eternamente permanece. E, claro, as pequenas piscinas de água tépida. Para se chegar lá só seguindo as setas, porque Moris gosta de se esconder depois das montanhas alcatifadas.
Arenal de Moris é ainda um território algo virgem. Ao lado apenas um camping e vivendas de residentes. No parque antes da praia estacionam, acampam discretamente e pernoitam tendas, AC, carrinhas; ao lado do bar, hippies em Van vendem bijutaria de arame e cabedal. Os Surfistas, esses, gostam muito deste “arenal” soberbo.


Arenal de Moris, o paraíso


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A poucos quilómetros, com um ar mais cosmopolita, a ver-se da estrada, encontra-se a praia Espasa, com um “aldeamento” de AC do lado esquerdo do rio.
Os surfistas também a escolhem como lar de férias, com as suas ondinhas deslizantes.
Deixando o lado Oeste das Astúrias, outras praias igualmente sedutoras, apelam aos sentidos. A conselho de um companheiro autocaravanista basco, experimentámos Rodiles.




Foz em Rodiles


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Infelizmente, por essa data, o tempo não nos sorriu e passeámos de gabardina ao longo da praia e da ria natural, imaginando o quão maravilhosa seria se fosse Verão…
Felizmente, o Inverno durou pouco e, ao longo de algumas abertas, fomos pisando, ao sabor aleatório do mapa, outras praias deliciosas:
Santa Maria del Mar, pequena mas aconchegante e, mais espaçosa, Tapia.



Santa Maria del Mar




Tapia


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Aqui, por obra do destino, lá fomos reencontrar o nosso companheiro basco que nos aconselhou ainda Peñarronda (fica para outra vez…).
Em Tapia há duas praias, escolhemos a da esquerda, onde desagua um pequeno rio, para que pudéssemos mergulhar em ambas as águas, já que pela tarde estava maré cheia.
Ainda demos um salto à praia de Arnao, não para fazer praia, mas para recordarmos um espaço de pernoita no alto de um monte, onde o vento sibilava de noite (asturias-reino-da-criacao-dos-sonhos). Mas, às vezes, a História não se repete. Agora o espaço está transformado numa zona de pic-nic e pareceu-nos fantasma durante a noite.
Seja como for, o azul-marinho das Astúrias é tão cativante como o verde natural.




Arnao



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Locais onde pernoitámos:
. ao lado da casa vermelha alugada, Lhames, praia de Guadamía. Água da casa e w.c.
. parque de estacionamento misto playa de Toró, Lhanes (W.C. público, duches). A 500 m do centro. Sossegado. Cuidado com as multas!
. Playa Espasa ( N 43º 28’ 27,4’’ W 005º 13’ 07,8’’), na 1ª linha da praia, por entre um caminho de terra batida. Café, zona pic-nic, w.c público e duches. Longe do lugarejo mais próximo. Sossegado, selvagem, muitas AC e surfistas em Van)
. playa Rodiles ( N 43º 31’ 55,7 ‘’ W 005º 22’ 29,8’’), sítio isolado, café, w.c e duches. Parque de campismo a 1Km. Sossegado.
. Santa Maria del Mar, parque misto ao lado do café (N 43º 34’ 29,0’’ W 005º 59’ 57,6’’). (No camping há sítio para despejos – 4 € pelos serviços).
.Tapia (N 43º 33’ 58,9 ‘’ W 006º 56’ 46,5’). Parque misto ao lado de zona residencial, praia com w.c. ao fundo. Supermercado na povoação, a 100 m. Sossegado.
Sítios onde estacionámos (mas onde se pode pernoitar):
. parque da praia Arenal de Moris ( N 43º 28’ 27,4’’ W 005º 10’ 45,0’’), café, duches, parque de campismo a 100 m).
. parque Playa de Arnao (zona de pic-nic, água)
. Ribadesella (na estrada, ao lado da Cueva de Tito ou no porto)













quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A vontade de partir... para outro lugar







Teclando palavras sobre viagens

Um pouco mais de 48 horas em casa e a vontade de partir já tilintava, qual lembrete das novas tecnologias.
Há que lhe fazer a vontade, porque as férias estão quase a expirar e nunca se sabe…
Casa às costas e em tom de despedida da época balnear, lá fomos nós dar uma espreitadela e um mergulho na praia mais aquecida de Portugal continental: São Torpes.
Desta vez estreámo-nos durante uma bela noite de sossego mesmo frente à praia, ao lado de outras AC. Estávamos decididos a ficar ali muito tempo, ainda zangados com a antipática hospitalidade da freguesia de Porto Côvo/ município de Sines do ano anterior.
Mas tal era impossível de concretizar, são sempre necessários víveres (aqui os padeiros ainda não levam o pão itinerante à boca dos autocaravanistas) e a casa às costas precisa de cuidados indispensáveis.
Apesar de pouco hospitaleira, a vila (e as falésias) de Porto Côvo continuam a albergar AC com fartura. O parque de terra antes da Praia Grande voltou a receber carros e AC, já que a vedação de arame foi cortada por alguma mão menos paciente; o parque da Praia Grande está definitivamente interdito a Ac, pois para além das barras em altura, foi semeado de barreiras assim dentadas:

Encher e despejar continua a ser tarefa clandestina e difícil. Arranjar água é assim como uma actividade ilícita, com os olhares críticos dos moradores (ou já será mania de perseguição?).
Enfim… para solucionar isto já todos sabem que bastariam 2 ou 3 medidas fáceis e económicas. Resta saber se estão interessados nelas?!...
Até lá continuo a respirar a maresia, a interrompida viagem às Astúrias continuará em breve…

sábado, 22 de agosto de 2009

Tempo psicológico








(León)
Em Literatura chama-se “tempo psicológico”, em psicologia bem que pode ter a mesma designação porque lhe assenta que nem uma luva. Refiro-me ao modo como sentimos o passar do tempo. Antes de partir vivem-se momentos sentados nos sofás da memória; no durante, queremos absorver tudo e fazer parar aquele momento especial não o conseguindo; tempos depois… a sensação é que tudo se passou há MUITO tempo!!!!!!!!!!
De facto, não foi preciso passar-se muito tempo. Cheguei a casa há pouco mais de 24 horas e as férias de Verão parecem ter ficado tão lá atrás, tão lá longe, como se fossem umas outras, de outros anos, ainda mais longínquas…
Como recordar pois o seu início, ainda em Julho, sem sentir que se passaram dezenas, centenas, milhares de horas a voar em velocidades estonteantes?..........
Tenho uma ideia vaga de uma avaria da Casinha logo no primeiro dia, na primeira paragem, em Santarém. Qualquer coisa como o motor de arranque que se recusava a arrancar, qualquer coisa como a dificuldade de encontrar um electricista em pleno sábado de manhã, qualquer coisa como pensar que a estrada para Espanha jamais se abriria… felizmente tais momentos estão muito lá no fundo do baú das memórias, sentados em qualquer sofá poeirento e velho.
Mais perto, felizmente, ecoa a memória da sensação de “Estamos de férias!” assim que estacionámos à beira do rio Tormes, em Salamanca. O sítio, ao lado de um parque infantil, é sossegado e recebe sempre algumas AC ou “Van” de várias nacionalidades.







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Salamanca, a nobre Salamanca, é sempre um banho de ar renovado que apetece repetir. Respira-se Vida, Alegria, Energia positiva dos seus edifícios antigos, das suas “calles” animadas, e, especialmente, da sua Plaza Mayor, rodeada de arcadas barrocas, janelas, postigos, venezianas, medalhões de bustos do passado e gente de agora, nas esplanadas, no chão, em pé, sentada.



Salamanca, ponte romana com Catedral ao fundo

Catedral Nova


Plaza Mayor e os olhares dos medalhões

Energia a palpitar








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Os que ali vivem devem sentir o mesmo, porque, mesmo à noite, recém-casados pousavam para as fotos da praxe, iniciando novas etapas da vida, certamente carregadas de energia.
Casamento no jardim
E depois há sempre algo para descobrir. Desta vez foram as luzes que se miravam no leito do rio e as luzes sonolentas e psicadélicas da Casa Lis, actual museu de Arte Nova e Arte Déco.









Museu de Arte Nova










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Depois de uma noite na paz dos anjos, León, no caminho para as tão desejadas Astúrias, foi outra capital a descobrir. A capital do antigo reino de Leão também assenta sobre um rio, o Bernesga, e também é uma explosão de passado histórico. Durante a tarde e “la siesta”, não deu para sentir a habitual energia espanhola, mas deu para nos transmitir o seu natural encanto.




San Isidoro, León


Catedral


Catedral - pormenor









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A catedral gótica, tão próxima das francesas, é um bom pretexto para visitar Léon, assim como San Isidoro e San Marcos (estes últimos convertidos em Museu de Arte Contemporânea e Parador de Turismo).
(relógio catedral)
Numa outra linha estética, sem estarmos à espera, demos ainda de caras com um exemplar palaciano de Gaudí, a Casa de Botines.



Casa de Botines, obra de Gaudí









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A visita foi breve, apenas uma pincelada dos exteriores que se oferecem aos nossos olhares curiosos, o caminho para as Astúrias chamava-nos e o calor não convidava a mais.









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Pernoitas e estacionamentos:
Salamanca – N 40º 57’ 16,17’’ W 5º 40,1’ 6,0’’ (Parque de estacionamento misto, gratuito, sem água, sem despejos, sem W.C., sossegado e seguro)
Léon – N 42º 36’ 17’’ W 5º 35’ 5’’ (zona de AC gratuita, com água e sítio para despejos). Apenas estacionámos. A 500 m. do centro.

(Zona AC, León)