sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dias 10 e 11 – Áustria: “aqui não há cangurus!”


Repito-me:
“Verde, montanhas, neve nos pontos mais altos, alcatifas de verde e mais verde”... eis a entrada na Áustria. .. depois de se comprar a respectiva vinheta, a qual nunca percebi para que servia (nenhum polícia a inspeccionou, mirou, exigiu...), a não ser para gastarmos 7.00€ (quantia obrigatória para 10 dias no país).
Sensação:
“Como sempre, senti que aquela era a minha bola de oxigénio, bem razão tinha o meu ex-otorrino quando me aconselhou a Suíça. Quem diz Suíça , diz norte de Itália ou Áustria...”
Foi pena termos chegado tarde, que é como quem diz. Eram 19.00 horas quando chegámos ao pequeno lugarejo verdejante, intitulado “Hall in Tirol” a meio caminho para Innsbruck, o destino a que nos propunhamos. Mas a área de serviço em Hall estava já terrivelmente cheia, o que não era para espantar uma vez que se tratava de uma meia dúzia de lugares à entrada do Camping Schwimmbad . O local prometia: verde, para variar; uma piscina que nos pareceu municipal, ao lado; uma relva apetitosa do outro lado da estrada... que tinha um sinaleco proibindo estacionamento de AC.
Não quisemos ter uma má estreia no país que tanto oxigénio nos estava a dar e decidimo-nos mesmo por Innsbruck, seria uma forma de já la´estarmos.
E arranjou-se um lugarzinho, depois de umas voltas à descoberta (às vezes tem de ser), lá descobrimos um parque para autocarros (N 47ª 16´13,8`` E 11º 23` 55,1``) onde várias AC estacionavam e, pelos vistos, podiam pernoitar... pagando, claro! A módica quantia de 15 € por noite. Ao menos começávamos já por uma visita à cidade by night.
Seguramente uma das mais belas que já visitei até hoje, os quatro tivemos esta mesma impressão, que nasceu logo ali e se prolongou durante o dia seguinte e nas recordações agora narradas.


Innsbruck

A parte velha, toda ela com ruas pedonais, é um encanto para a vista.

A rua principal da parte velha da cidade ( com os seus frescos e trompe d’oil tão ao gosto austríaco: um gosto requintado, barroco, colorido, apelativo aos sentidos;



a casa onde viveu Leopold Mozart, o pai de Amadeus Wolfgang Mozart (a partir daqui tudo é qualquer coisa Mozart...);



o tecto em cobre dourado da Gondenes Dach, com 2600 telhas douradas;









o encanto dos ferros trabalhados publicitando os estabelecimentos; o início da noite nos restaurantes a roçar o chique; as esplanadas chamativas... ao fim da rua a ponte para o rio Inn e do outro lado a continuação mais moderna da cidade...






Ou não fosse ela uma cidade imperial...


Mais para dentro a catedral de St. Jacob (Santiago), um caminho de Santiago, lá estava a vieira do peregrino a anunciá-la e o seu delicioso larguinho...


Cantos e recantos de suavidade e beleza...






A MarienStrasse com os seus sinais de modernidade e cosmopolitismo:




as galerias à moda do Norte da Europa, as lojas internacionais da Moda (as mesmas de sempre), mas também o espaço largo,amplo;



o ar de arrumação, organização; a montanha ao fundo - sem cangurus - (imaginamos a neve, a piada dos cangurus é mesmo austríaca) constituem novamente AR, oxigénio, um outro estado de coisas... certamente muito diferente de Portugal.




Estas e outras vistas foram admiradas à chegada , à noite e no dia seguinte de manhã. Um belo passeio matinal, que podia ter terminado em multa... quando chegámos ao estacionamento, por volta da hora do almoço, esperava-nos um papelucho no limpa pára-brisas. Afinal o estacionamento era só até às 10.30! Por isso só lá estávamos nós e os autocarros. Como não tínhamos percebido, fizemo-nos de parvos (o que era literalmente verdade) e lá nos perdoaram.
Fomos almoçar ao lado de um dos pontos turísticos da cidade: o jardim de cristal Swarovski, um espaço artificial mas diferente, onde a temática é o cristal. Ficámo-nos por uma visita superficial pelo exterior, cristais não são a nossa paixão.


Jardim de Cristal





Dali , o ponto seguinte seria Salzburg, mas de repente a estrada deixou de ser austríaca e passou a ser alemã. É outra dádiva que esta Europa tem, depois das infindáveis Espanha e França, tudo o que vem é próximo, vizinho... é o que costumo dizer: logo por azar Portugal tinha de estar escondido num cantinho no fim de tudo...

2 comentários:

Margarida Nobre disse...

Paula

O pedacinho de ar puro Suiça-Austria-Norte de Itália é realmente fantástico para revigorar o corpo e a mente...hehe...é por isso que eu vou lá pelo menos uma vez por ano!
Pena é não ficar mais perto...a Espanha só nos atrapalha...hehe
Bjs
Ps:tb gostei imenso de Innsbruck...fico á espera das fotos de Salzburgo...

Maria Sancho disse...

Olá Paula
É de facto como diz e com muita pena nossa, estamos aqui escondidos neste cantinho no fim de tudo...Esta sua viagem é daquelas que deixam recordações para sempre pelas paisagens naturais pela belíssima cidade de
Innsbruk que eu também conheço bem
mas é pena ser tão longe...
Bjs