16 de agosto e 17 de agosto
Antes de chegar a França (a
próxima etapa) um salto a Turim. Fruto de paranóias fugazes de adolescentes, lá
nos convenceram a dar uma espreitadela ao estádio do Juventus. Uma espreitadela
que nem deu para ver o relvado, cada visita implicava mais uma mão cheia de
euros pelo que nos ficámos pelo ambiente geral e por uma Tshirt na loja de souvenirs.

Atravessar os Alpes por
aquele lado deixava-nos um pouco perplexos, mas afinal a aventura não foi de
monta. A última povoação italiana nas montanhas (Auxn) tinha um toque
apelativo, mas havia uma feira e nada de espaço para o nosso comprido traseiro
de mais de 7 metros. Mais à frente, já depois da fronteira com França, uma
localidade diferente e inusitada em pleno agosto: uma estância turística de ski, com uma bela zona de autocaravanas
no topo de um monte: Montgènevre, em plenos Hautes-Alpes.
Visitámos o cenário
natalício e rimo-nos muito com o ar gélido nas faces coradas de frio em pleno
mês de agosto. Estávamos apenas a 2000 e tal metros de altitude.
Dali até Briançon (o nosso
lar de pernoita) é que começaram as curvas e contracurvas, algumas em descida,
para apenas perdermos 400 m de altitude.
Briançon ainda fica bem lá
no alto ( a 1.328 metros de altitude) e é conhecida pelo seu forte .
Pernoitámos mesmo junto a ele, num parque de estacionamento geral com
parquímetro ( a área para AC era bem longe dali).
Durante a noite a
temperatura atingiu os 2º, ligámos o aquecimento, as férias estavam mesmo com
ar de fim, já era inverno…
A parte velha de Briançon ,
conhecida por cité de Vauban, merece
uma visita noturna e diurna. À noite, com pouco movimento, vimos luzinhas e
paredes empedradas, tudo muito bem protegido dos frios e das neves.
De dia, na
manhã seguinte, as paredes grossas revelaram a cerca forte e robusta, projetada
por Vauban, “obreiro” de mais onze do género. O centro, com ruas inclinadas e
medievais, tem um ar alegre e jovial, colorido de gente e bom artesanato. As
ruas têm a particularidade de possuir um veio ao centro por onde obviamente
escorrerá o gelo e a neve.
E já que estávamos no seio
do tema “Vauban”, seria esse o nosso itinerário seguinte , mesmo sem o
sabermos…
2 comentários:
E não visitaram Turim? Com tanto que tem para ver só foram ao estádio da Juventus?
POis, caro João, não visitámos Turim. Há ocasiões em que impera a vontade de chegar a casa (nessa fase da viagem já vínhamos com espírito de regresso), para além disso não somos muito apreciadores de cidades grandes e pareceu-nos que era o caso. Olha, foi-se :)
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