A fronteira para o Algarve. A fronteira entre o rio e o mar.

Deixámo-nos estar só para a ver. Chegavam holandeses, espanhóis,
ingleses. Todos em AC, alguns até com tendas que montavam à noite. Campismo
selvagem, dirão alguns. Eu não disse nada, deixei-me estar contemplando a água,
esperando. Para mim só é selvagem quem não tem consciência ecológica. O menos
ecológico ali, foram os donos dos canídeos que os deixaram ser livres sem
trela, mas depois não souberam apanhar os respetivos cocós. Fora isso, dizia
eu, com mais ou menos “campismo selvagem”, o rio continuou azul, o mar ora
verde ora azul, os campos verdes como alcatifas naturais das Astúrias e era um
Alentejo-Algarve.
Pernoitámos duas noites em Agosto e, para não haver abusos, não revelo
aqui as coordenadas, descubram sozinhos e… mantenham o sítio limpo, mais limpo
do que aquilo que o encontrarem.
1 comentário:
E que bela Ode :) Gostamos!
Bjs
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