Primeiro Oliveiras, agora Figueira. Pelos vistos, por este concelho abundam as referências às árvores que nos dão (davam) o sustento. Estacionámos ao lado de um grande sobreiro.

Logo à entrada, o que poderia ser uma casa aberta às visitas e a um bom repasto na varanda, mas o tempo já lhe vai pregando das suas e, sem ninguém lhe deitar a mão, quem a poderá relembrar? Onde as vozes das crianças, o som da labuta diária, das galinhas cacarejando no pátio? Deixemo-nos de miragens e avancemos por entre as galinhas de hoje (qual a diferença?) e as abóboras gigantes, quais memórias de Cinderelas perdidas…



a parte remodelada
a
A casa dos fundos

Não fora o som do rebanho de cabras e de um martelar numa casa mais atrás, e pensar-se-ia que era uma aldeia fantasma.
Apesar disso, havia um qualquer encanto inexplicável, um certo íman que me fez percorrer o mesmo caminho para trás e para a frente como que para o reter na memória, com medo que tudo caísse de vez. Alguma vez se erguerão de novo vidas naquelas paredes?Do outro lado da rua, a olhar para o campo, isolada das outras, uma nova casa erguia-se. Quem sabe se ainda há esperança?
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