“Relais de Marrakech” assenta-lhe que nem uma luva, mas o imperativo de visitar a cidade é mais forte. Com táxi reservado de véspera, ele ali estava à porta, na hora marcada. Pelo caminho ecoava o ar feliz de outros turistas, num ambiente 100% marroquino, apesar de o deserto continuar a ser miragem...

Marraquexe é um hino aos sentidos e à evasão onírica...
Imagina-se o silêncio cantado da oração masculina ressoando através das paredes da Kotovia, a mais importante mesquita de Marraquexe...

Imagina-se o silêncio dos talheres de prata num dos mais caros hotéis do mundo...

Imaginam-se os sonhos de um ancião, quiçá a cores, quiçá doutro tempo a preto e branco...

E, chegados antes do meio-dia à Jamaa El-Fna, a imaginação povoa-se de cores, de imagens reais plenas do movimento das cobras e das danças,

do tam-tam das melodias exóticas, das formas redondas das laranjas sumarentas a escorregar por bocas ávidas de fresco,


das cores alegres e sadias...

O labirinto de ruas e opções perde-se, os passos também...

entre souks sempre diferentes...

lojas e mais lojas

legumes

Imagina-se sempre mais e, ao entardecer, a praça transforma-se , e o olfacto também se perde,imaginando novos paladares.


Definitivamente, um dia é pouco para tanto imaginar!...

1 comentário:
Acredito que um dia seja mesmo muito pouco para ver e 'absorver' tanta coisa...
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